Cerca de 70 pessoas acompanharam no fim da tarde
desta quarta-feira (21) o velório e o enterro de William Augusto da
Silva, 20, que sequestrou um ônibus na ponte Rio-Niterói e fez 39 reféns nesta terça-feira (20).
Atingido por seis tiros disparados por um atirador de elite do Bope
(Batalhão de Operações Especiais), Silva morreu após uma parada
cardiorrespiratória durante atendimento no hospital Souza Aguiar.
Seu corpo foi velado por familiares e pessoas próximas no cemitério
Parque da Paz, no Pacheco, em São Gonçalo. O bairro é vizinho ao Jardim
Catarina, onde o jovem morava com a família.
Um homem que não quis se identificar pediu à Folha que permanecesse
em uma área afastada do velório, junto a outros profissionais de
imprensa, em respeito ao luto da família. Perguntado, ele disse ser
familiar de Silva e afirmou que que a família não falaria com a imprensa
nesta terça.
O governador do Rio de Janeiro, Wilson Witzel (PSC), disse na
terça-feira (20) que havia conversado com a família de Silva e
determinou que a recém-criada Secretaria Estadual de Vitimização desse
assistência aos reféns e à família do rapaz.
"Eles ficaram sabendo do sequestro pela TV. A família tem consciência
de que era um rapaz mentalmente transtornado", disse a major Fabiana
Silva. A secretária relatou, de acordo com a família, que William
passava muito tempo na internet, não tinha amigos e fazia uso de
remédios controlados.
Por meio de nota, a pasta informou que ofereceu auxílio para dar
entrada em um processo de gratuidade do enterro, mas a família decidiu
arcar com os custos por meio de um plano funerário mantido pela avó do
jovem. Por volta das 17h15, o cortejo fúnebre saiu da capela com algumas
pessoas chorando e desceu a rua sob o céu nublado até o local de
sepultamento de Silva.
(Diário do Nordeste)



