Após a aprovação da lei que
permite o aborto até o nascimento em Nova York, mães de diversas partes dos
Estados Unidos passaram a compartilhar suas histórias de vida a fim de
incentivar outras mulheres a não abortarem.
Uma delas é Kate Mckinney, que já
era mãe de três filhas até engravidar novamente em março de 2018. Ela e seu
marido, Bobby, estavam animados em ver a família aumentar, mas enfrentaram um
grande desafio após o exame para descobrir o sexo do bebê.
“Naquele dia, não só descobrimos
que iríamos ter um menino, mas também descobrimos que nosso bebê tinha uma
anomalia, e precisávamos consultar um especialista imediatamente”, disse Kate
no sábado (2), em uma publicação no Facebook.
“A única informação que tivemos
foi que havia algum fluido na parte de trás do pescoço dele que poderia ser
várias coisas diferentes, mas nenhuma delas era boa. Nós deixamos o médico
naquele dia bastante arrasados”, acrescentou.
Com 18 semanas de gestação, Kate
consultou um médico especialista e soube que o fluido na parte de trás do
pescoço era tão grande que o bebê não sobreviveria. “Não havia nenhuma chance.
Ele tinha um higroma cístico. Isso significa que ele poderia ter trissomia, um
defeito estrutural ou seus órgãos poderiam não se desenvolver adequadamente”.
Diante do diagnóstico, o médico
tentou convencer Kate a abortar. Sua reação foi se derramar em lágrimas, mas
sua decisão estava tomada. “Eu disse a ele que não havia como abortar. Ele me
falou sobre os riscos de continuar com a gravidez e o que aconteceria durante
uma morte fetal. Ele ainda estava tentando me convencer a abortar”, ela lembra.
Quando Kate foi encaminhada para
fazer um exame de sangue, a fim de descobrir a causa do fluido, uma enfermeira
trouxe uma palavra de fé. “Ela gentilmente colocou a mão no meu braço, olhou
nos olhos e disse: ‘Apenas tenha fé. Nada é impossível para Deus’. Em um
consultório médico, onde parecia que eles estavam distribuindo pirulitos com
abortos, essa mulher era um anjo. Eu sei que Deus a colocou lá naquele dia para
me dizer isso. Eu precisava ouvir isso. O nome dela era Whitney, e nunca mais a
vi naquele consultório médico nas mais de 20 vezes que estive lá. Ela foi meu
anjo naquele dia”.
Teste de fé
A cada semana, Kate ia ao
consultório e lidava com a insistência dos médicos no aborto. “Nós oramos
muito. Eu pedi a Deus por um milagre na noite anterior à minha consulta de 26
semanas”, ela conta.
Na consulta, o técnico de
ultra-som não mediu o tamanho do higroma cístico e Kate temeu receber uma má
notícia. No entanto, uma médica que a atendeu pela primeira vez, disse de
maneira doce e suave: não há mais nada para medir.
O parto de Kate aconteceu em 5 de
novembro do ano passado. Seu filho nasceu em perfeito estado. “Os médicos
ficaram chocados. Tanto que eles fizeram o máximo de exames possíveis tentando
descobrir algo que poderia estar errado com ele. Todos deram negativo”, celebra
a mãe.
O único problema que o bebê tem é
um pequeno sopro cardíaco, algo comum e que se ajusta sozinho. “Isso é tudo. O
bebê que tinha 0% de chance de sobrevivência está aqui e é saudável”, destacou.
“Acredito firmemente que minha fé
foi testada durante esta gravidez. Deus queria ver se eu faria o impensável e
concluiria Seu plano. Ele queria ver se eu creria Nele para curar nosso bebê.
Rapaz, estou feliz por ter feito isso”, disse Kate.
“Eu escolho a vida. Ontem, hoje e
amanhã. Vou orar por Nova York e pelos líderes que tomaram essa decisão. Como
eu sei muito bem, nada é impossível para Deus”, ela completou.



