O Ministério Público do Ceará (MPCE) protocolou, nesta sexta-feira (25),
uma liminar com pedido de interdição judicial da Casa de Repouso São
Gabriel, no Bairro Carlito Pamplona, em Fortaleza. De acordo com o
órgão, além de problemas na infraestrutura e no serviço prestado, as
investigações apontaram que os administradores ficavam com os cartões de
benefício dos idosos e das pessoas com deficiência que estavam no
abrigo.
"Os responsáveis por esse abrigo já vêm cometendo irregulares antes. E
essa é mais uma. Os outros abrigos foram fechados, inclusive são
investigados pelo Ministério Público, em Caucaia, por exemplo. Eles
reabriram um abrigo com novos nomes, mas na verdade as mesmas pessoas
administrando e com as mesmas irregularidades, que são todas muito
graves", explica o promotor Eneas Romero.
O proprietário da residência, Félix Peixoto, ao ser perguntado sobre as
denúncias do MPCE pelo Diário do Nordeste, disse que as irregularidades
estruturais apontadas como infiltrações dentre outras já tinham sido
corrigidas. "Isso não existe. Nós estamos nos adequando. Sobre o cartão
de benefício, não é retenção. A gente fica quando a família que pede.
Nós temos assistência psiquiátrica, nos temos assistência social fazemos
encaminhamento ao Caps [Centro de Atendimento Psicossocial]. Isso da
infiltração tinha, mas já está corrigido" , conta.
Relatório da Secretaria de Direitos Humanos e Desenvolvimento Social
(SDHDS) e do MPCE mostraram irregularidades nas acomodações, como a
falta de cama para os residentes. Foi verificado ainda, a ausência de
material adequado para tratamento de saúde mental e a falta de
profissionais capacitados.
Diário do Nordeste



