Barisha, Síria — O líder del grupo extremista Estado Islâmico (EI), Abu Bakr al Bagdadi,
teria sido morto durante um ataque militar dos Estados Unidos na Síria,
informou a imprensa americana, horas antes de o presidente Donald Trump
fazer, neste domingo (2710), um anúncio "muito importante" da Casa
Branca.
Segundo as emissoras CNN e ABC, que citam funcionários de alto escalão, Al Bagdadi morreu em uma operação do Exército americano no nordeste da Síria. A CNN afirmou que estão sendo feitas análises para confirmar formalmente sua identidade. Já uma autoridade citada pela ABC disse que Al Bagdadi explodiu um colete e se matou.
De
acordo com o Observatório Sírio dos Direitos Humanos (OSDH), que tem
uma ampla rede de informantes no terreno, comandos americanos foram
deixados de helicópteros na província de Idlib (noroeste sírio), em uma
área onde estavam "grupos próximos ao EI".
"A operação tinha
como alvos altos dirigentes do EI", disse a ONG. A Casa Branca anunciou,
sem dar detalhes, que Trump "fará um anúncio muito importante" neste
domingo às 9h locais (10h de Brasília). Pouco antes, o presidente tinha
dito no Twitter: "Algo enorme acaba de acontecer!".
Mazlum
Abdi, chefe das Forças Democráticas Sírias (FDS), dominadas pelos
combatentes curdos - aliados de Washington na luta contra o EI —, disse
no Twitter que a operação foi resultado de um trabalho "conjunto de
informação com os Estados Unidos", sem confirmar, entretanto, a morte de
Bagdadi.
A Turquia - que também realizou uma ofensiva contra os
curdos no norte da Síria - afirmou neste domingo que houve uma
"coordenação" e "troca de informações" entre Ancara e Washington antes
da operação. Se ela for confirmada, seria a maior operação contra um
dirigente jihadista desde a morte, em 2 de maior de 2011, de Osama Bin
Laden, líder da Al Qaeda abatido pelas forças especiais americanas no
Paquistão.
(Diário de Pernambuco)



