Secretário da SSPDS apresenta as inovações tecnológicas e estratégias utilizadas no Ceará


Mais de cem policiais civis participaram das atividades de encerramento da primeira edição do Simpósio Estadual de Polícia Judiciária, nesta quarta-feira (16), no auditório da Academia Estadual de Segurança Pública (Aesp). O evento, que acontece desde o início da semana, é uma realização do Fórum Permanente de Segurança Pública e Cidadania da Aesp, coordenada pela Polícia Civil do Estado do Ceará (PCCE), e apresentou estudos de caso sobre trabalhos investigativos que ganharam repercussão no Ceará.

Neste último dia de programação, o secretário da Segurança Pública e Defesa Social do Ceará, André Costa, apresentou os projetos desenvolvidos pela SSPDS, em parceria com a Universidade Federal do Ceará, voltados para a utilização da ciência de dados e de inteligência artificial em ações estratégicas na segurança pública do Ceará.

André expôs os resultados alcançados na redução dos índices de Crimes Violentos Letais Intencionais (CVLI), roubos de veículo, roubos de carga e furtos, com o auxílio do Sistema Policial Indicativo de Abordagem (Spia); da tecnologia biométrica e de outras soluções tecnológicas.

Segundo o titular da pasta, a ideia é que a tecnologia seja uma aliada ao trabalho policial, para que os agentes da segurança possam fazer uma melhor tomada de decisões apoiados em uma série de informações fornecidas pela ciência de dados e pela inteligência artificial.

“A minha participação nesse momento aqui foi de colaborar um pouco também, mostrando os resultados, para que os delegados, inspetores e escrivães saibam como o trabalho deles tem melhorado a vida das pessoas aqui no Estado do Ceará, e também de mostrar o papel da tecnologia, que é uma ferramenta de fundamental importância, para que eles, homens e mulheres de polícia, possam ter cada vez mais tempo para fazer as perguntas certas e obterem as melhores respostas. A tecnologia é um grande apoio para que eles consigam alcançar os melhores resultados”, ressaltou o secretário André Costa.

Na sequência a assessora de comunicação da Polícia Civil do Ceará, Morgana Cruz Chaves, falou sobre o papel da Assessoria de Comunicação na divulgação da atividade de Polícia Judiciária e destacou a habilidade deste setor para a consolidação da imagem da instituição perante a sociedade.

O último dia do simpósio ainda contou com palestras do delegado titular da Delegacia Regional de Quixadá, Marcus Vinicius Azevedo Damasceno, que apresentou os detalhes da Operação Ostentação, cujos alvos estavam ligados a crimes de estelionato e lavagem de dinheiro na região do Sertão Central, e do diretor adjunto do Departamento de Polícia Especializada (DPE), delegado Márcio Gutierrez, que descreveu sobre a Operação “Dissimulare”, deflagrada pela Delegacia dos Crimes Contra a Administração e Finanças Públicas (DCCAFP), em setembro de 2018, e que mirou alvos de crimes de corrupção e sonegação fiscal e cujas práticas delituosas renderam prejuízo de R$ 429 milhões aos cofres do Estado do Ceará.

Outros casos envolvendo investigações apuradas pela Delegacia da Criança e do Adolescente (DCA) e pela Delegacia de Combate à Exploração da Criança e Adolescente (Dceca), também foram analisados hoje.

Integração e troca de conhecimentos

Durante os três dias de evento, delegados, inspetores e escrivães da Polícia Civil cearense mergulharam numa verdadeira imersão de conhecimentos e troca de experiências, que abordou temas como lavagem de dinheiro, crimes cibernéticos, crimes sexuais, tecnologia e comunicação, entre outros tipos de atos infracionais apurados pelas diversas delegacias especializadas do Estado.
Para o inspetor John Hebert, lotado no 2º Distrito Policial de Fortaleza, a iniciativa é positiva e fortalece as ações da vinculada. “Esse simpósio acontece em um momento muito importante para trabalhar cada vez mais essa temática de investigação e engrandecer a nossa Polícia Civil. Os estudos de casos apresentados foram bem diversificados e pudemos ver casos de natureza tecnológica, furtos, assaltos, roubos e crimes de colarinho branco. Espero que seja o primeiro de muitos outros encontros”, avaliou o policial.




(SSPDS)

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