O Sínodo da Amazônia aprovou neste sábado a proposta de poder ordenar
sacerdotes homens casados que vivem nas áreas mais isoladas na região,
uma medida incluída no domingo final votado pelos bispos e que foi uma
das mais polêmicas discutidas ao longo das três semanas do evento.
“Propomos ordenar sacerdotes homens idôneos e reconhecidos da comunidade
que tenham um diaconado fértil e recebam uma formação adequada para o
presbiterado, podendo ter família legitimamente constituída e estável”,
diz o 111º ponto do documento, que foi aprovado por 128 votos favoráveis
e 41 contrários.
Segundo as regras do Sínodo, cada um dos pontos do documento final,
incluídos após os debates das últimas três semanas, precisava ser
aprovado por dois terços dos bispos presentes. A regra de ordenar padres
casados foi a que mais recebeu votos contrários.
O documento final passa agora para as mãos do papa Francisco, que
elaborará um outro relatório sobre os temas abortados e decidirá sobre a
proposta dos chamados “viri probati”, homens de provada fé que, apesar
de casados, poderiam ser sacerdotes da Igreja Católica.
EFE



