Até a Semana Epidemiológica 49, entre os dias 1º e 7 de dezembro, 14.758
casos de dengue foram confirmados no Ceará, conforme o mais recente
Boletim de Arboviroses da Secretaria da Saúde do Estado (Ceará). O dado é
expressivo quando comparado com o mesmo período de 2018, que registrou
3.720 ocorrências. Ou seja, em 2019, foram 11.038 casos a mais da
doença, o que representa um aumento de mais de 296%.
O município com maior incidência foi Fortaleza, com 3.451 registros. A
Capital também concentrou a maioria dos óbitos, com quatro ocorrências.
Este cenário vem como alerta para 2020, em especial para o início do
ano, quando o Estado se prepara para a quadra chuvosa, período em que a
incidência da doença é maior por conta da água acumulada.
Para o infectologista Anastácio Queiroz, o alerta sobre a dengue deve
estar sempre aceso. No Ceará, casos são registrados desde 1986. O
infectologista avalia que a população acaba "se cansando" de tomar os
cuidados devido a continuidade dos registros da doença.
A dengue é uma doença cíclica, nós sabemos que independentemente das ações, sempre existirão casos da doença porque nós não conseguimos eliminar todos os focos. Vai continuar acontecendo a não ser que se trabalhe mais para conseguir fazer uma vacina efetiva. O que acontece é que a população acaba esquecendo de continuar os cuidados com o tempo."
Os principais meios de prevenção da dengue são a constante observação de
recipientes que possam encher de água e ficar isolados. Garrafas, pneus
e também ambientes abertos a exemplo de ferros-velhos e comércios,
precisam de monitoramento.
O POVO Online



