
O goleiro Bruno Fernandes foi tietado por torcedores do Flamengo
enquanto fazia compras de Natal, em um shopping de Cabo Frio, no Rio de
Janeiro, nessa terça-feira (24). Condenado pela morte de Eliza Samudio,
em 2010, ele utilizou o Instagram para agradecer ao apoio dos fãs.
“Queria agradecer a receptividade, carinho de todos! Me senti muito
amado, querido, acolhido e muito feliz!!! Que Deus possa abençoar a cada
pessoa que veio até mim hoje, que pediu uma foto, autógrafo, ou que
simplesmente veio apertar a minha mão, me desejar sorte, me parabenizar
pelo meu recomeço!!”, disse o jogador no início da postagem.
O ex-goleiro do Flamengo continua e agradece aos presentes. “Obrigado
por cada rosto que sorriu pra mim, e que foram muitos, muitos mesmo!
Fico até emocionado. Vocês encheram meu coração de alegria, e me deram
mais combustível para correr atrás dos meus sonhos!”, escreveu o
jogador.
Nos stories do atleta, é possível vê-lo tirando fotos com diversas
pessoas. Uma fila de fãs o aguardava dentro de uma loja e Bruno era
parado dentro do shopping em diversos momentos.
Nos comentários, mais palavras de apoio ao goleiro. “Eterno ídolo”;
“Parabéns, meu irmão! Deus é contigo”; “Parabéns, você merece”; “Vamos
lutar para você voltar para o Mengão!”, foram algumas das mensagens
deixadas na rede social de Bruno.
A mãe da modelo Eliza Samúdio, Sônia Samúdio, conversou com o BHAZ
justamente sobre esse assunto em outubro deste ano, quando Bruno estava
prestes a atuar pelo Poços de Caldas, time de futebol do Sul de Minas. A
mãe da mulher assassinada brutalmente reforçou que não é contra a
ressocialização, mas sim o fato de um condenado por homicídio e
ocultação de cadáver tornar-se exemplo de crianças.
+ ‘Me apavora pensar que ele pode ser o ídolo de uma criança’: Mãe de Eliza Samúdio fala sobre retorno de Bruno ao futebol
“Algumas pessoas o defendem na internet: ‘ele já pagou pelo erro’.
Erro? Ele cometeu um assassinato e isso não pode ser banalizado. Não
acredito no arrependimento dele. Ele nunca se mostrou arrependido. Basta
ver a forma como toca a vida. Minha filha, eu não sei onde está o
corpo. A Justiça deveria buscar isso dele”, afirmou Sônia ao BHAZ.
“Ele parece estar feliz com a vida que tem. Eu perdi uma filha e meu
neto, a mãe. Acho que ele deveria trabalhar sim, mas numa outra
profissão, onde não trabalhe com pessoas. O cenário, hoje, o transforma
em ídolo, não em um reeducando condenado por crime hediondo. Me apavora a
possibilidade dele ser o ídolo de uma criança, por exemplo”,
complementou.
bhaz.com.br


