Em meio aos embates com prefeitos por
divergências sobre os consórcios de saúde, o Estado publicou no Diário
Oficial, o edital com os critérios de seleção pública para os cargos de
gestão dos próprios consórcios e também das policlínicas e de Centros de
Especialidades Odontológicas (CEO), alvos maiores da divergência.
Atualmente, esses cargos, que possuem salários que vão de R$ 12 mil a R$ 15 mil, são indicados pelos gestores municipais.
Os cargos são secretário executivo, diretor administrativo
financeiro, diretor geral de policlínica e diretor geral de CEO. As
inscrições estão abertas no site da Escola de Saúde Pública do Ceará e podem ser feitas até as 12h do dia 9 deste mês, mediante pagamento de taxa no valor de R$ 350.
Ao todo, são 258 vagas, sendo 86 efetivas e 172 para cadastro de
reserva. Todas as regiões do Estado são contempladas pelo edital.
Para concorrer às vagas, é necessário ter três anos de experiência
comprovada em gestão pública ou privada, nível superior completo e
registro profissional no conselho de classe competente. As provas estão
marcadas para 19 de janeiro.
O edital, no entanto, recebe críticas. De acordo com interessados, o curto período e o valor elevado da inscrição podem afastar concorrentes e favorecer aliados políticos de prefeitos que, hoje, já ocupam esses cargos.
O MDB e Camilo Santana
O MDB no Ceará tenta se reerguer após a derrota impactante do
ex-senador Eunício Oliveira nas urnas nas eleições do ano passado. O
partido diz que está se reestruturando na Capital, mas o início do ano
pré-eleitoral, a julgar por declarações do seu líder maior, não tem
mostrado um horizonte animador.
É preciso uma dose quase cavalar de autoengano para cogitar que o governador Camilo Santana fará campanha para algum candidato na disputa pela Prefeitura de Fortaleza que não seja o do PDT e do prefeito Roberto Cláudio. É o que Eunício tem tentado vender.
O MDB e Bolsonaro
O ex-presidente Michel Temer, com a marca personalística que marca a
sua trajetória, disse, ontem, que o governo Bolsonaro "está indo bem"
porque o atual gestor dá sequência ao que fez o governo-tampão do
emedebista. Temer, é bom lembrar, foi vice-presidente de Dilma nos dois
mandatos e o MDB foi fiador também do governo Lula.
Se Temer considera que ficou terra arrasada após o impeachment, é culpa dele também, que ajudou a "esburacar a estrada", para pegar a metáfora que ele mesmo usou.
O traço personalístico ficou ainda mais evidente - e cômico - quando o
ex-presidente diz que votou em Bolsonaro no segundo turno só porque "a
outra candidatura me fez críticas indevidas".
R$ 247 mi é o valor que o Estado recebeu do Pré-Sal
No último dia do ano passado foi feito o empenho pelo Governo Federal
dos valores oriundos da cessão onerosa após o leilão da exploração do
Pré-Sal. O valor frustrou as expectativas. Na primeira previsão, o
Governo do Estado poderia receber até R$ 700 bilhões do chamado bônus de
assinatura. Como o leilão ficou bem abaixo do esperado, os valores
acompanharam a tendência.
R$ 264 milhões é a quantia repassada aos municípios cearenses
R$ 264 milhões é a quantia repassada aos municípios cearenses
Os 184 municípios cearenses já receberam um total de R$ 264,8
milhões, referentes aos repasses da cessão onerosa do leilão do pré-sal.
Os recursos variam de acordo com os repasses do Fundo de Participação
dos Municípios e devem ser usados, pelas regras aprovadas no
Legislativo, para quitar déficit com sistemas de previdências e também
para fazer investimentos que beneficiem a população.
(Diário do Nordeste)



