A profanação das Hóstias Consagradas na Igreja de São Francisco é tratada num primeiro momento como "tentativa de roubo", mas o ato insere-se no contexto do aumento das perseguições religiosas contra cristãos e outras minorias na Índia. Nehemiah Christie, ativista local pelos direitos humanos, afirmou recentemente que “o nível de intolerância que estamos testemunhando neste país hoje é sem precedentes."
Jackson Erpen - Cidade do Vaticano
O arcebispo Peter Machado pediu aos párocos e capelães da Arquidiocese do Estado indiano de Karnataka, para exporem o Santíssimo Sacramento à Adoração pública em todas as igrejas e casas religiosas da região no sábado, 24 de janeiro, por pelo menos 12 horas, em reparação à profanação da Igreja de São Francisco de Assis em Kengeri, ocorrida na noite entre 20 e 21 de janeiro.
“Terrivelmente chocado e profundamente arrasado pela dor provocada pela profanação de Jesus Eucarístico naquela igreja”, foi a primeira reação de Dom Peter Machado. Ele foi informado do ocorrido pelo pároco, o capuchinho padre Satish.
Um grupo de fiéis apresentou queixa na delegacia local. Nada foi roubado da igreja, mas o altar profanado e destruído o Tabernáculo. Uma câmera em circuito fechado dentro da igreja ajudou a identificar uma pessoa que entrou pela porta dos fundos.
"A polícia ainda está investigando o caso e, desde o primeiro relatório, parece tratar-se de uma tentativa de assalto", disse Dom Machado.
Em declarações à UCA News, o arcebispo emérito de Bangalore, Dom Bernard Blasius Moras – que ao saber do ocorrido correu para a igreja acompanhado por alguns sacerdotes - contou que "o homem abriu o Tabernáculo, removeu o cibório e jogou todas as Hóstias consagradas no chão".
Essa profanação, além de causar grande preocupação nos paroquianos, feriu os sentimentos religiosos de todos os católicos da Arquidiocese.


