Aclamada "Heroína da Castidade" em Santana do Cariri, Benigna Cardoso da
Silva se tornará a primeira beata do Estado, no próximo dia 21 de
outubro, data em que foi batizada. Apesar de ter sido morta em 1941, seu
processo foi iniciado apenas em 2011, porém, em pouco mais de oito
anos, já obteve sucesso e conquistou o último passo antes de uma
possível canonização. Por outro lado, há ainda cinco cearenses, alguns
com causas mais antigas, que continuam aguardando a beatificação -
quatro já estão em análise e um depende da aprovação do Vaticano.
"O modo do processo já indica rapidez e a demora", explica o advogado
José Luís Lira, especialista em Direito Canônico. No caso de Benigna, a
análise foi mais rápida porque sua morte foi considerada um martírio,
que dispensa o reconhecimento de um milagre. "Reconhece as virtudes
heroicas e se constatar que foi em defesa da fé, vai para a Causa dos
Santos", completa Luís.
Natural de Santana do Cariri, Benigna foi morta a golpes de faca, aos 13
anos, depois de resistir a uma tentativa de estupro por um adolescente
que a assediava. Os devotos acreditam que ela "deu a vida para não
cometer pecado". Foi com esta tese que a Diocese de Crato abriu o
processo em 2011 e, dois anos depois, já recebeu o 'Nihil obstat' (nada
obsta), documento emitido pelo Vaticano permitindo a abertura da causa
de beatificação.
(A Voz de Santa Quitéria)



