A Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) anunciou na noite desta
sexta-feira (24) a criação de uma “sala de situação” para acompanhar
o desenrolar da epidemia de coronavírus que começa a transbordar da China para
outros países. Em entrevista ao jornal O Globo, o pesquisador Rivaldo Venâncio
afirmou que, “considerando a grande
circulação de pessoas entre os continentes, é bastante provável que esse vírus
chegue ao Brasil.”
Mas, segundo o pesquisador, “é importante que a população
saiba que a identificação do novo coronavírus no país não deverá ser motivo
para alarde ou pânico. Como acontece com todos os vírus respiratórios, há
sempre uma quantidade muito grande de casos leves e moderados”.
E prossegue: “Acreditamos que, a exemplo do que acontece com
outros tipos de coronavírus, o comportamento permaneça o mesmo. Ou seja, muitos
casos leves a moderados e as formas mais graves da doença acometendo àquela
população que já faz parte dos grupos considerados mais vulneráveis a doenças
respiratórias, como idosos, crianças, gestantes, pessoas com doenças crônicas
ou com imunodeficiência.”
Referência
Venâncio afirma que a Fiocruz está em permanente diálogo com
o Ministério da Saúde para acompanhar o cenário epidemiológico do novo
coronavírus. “Temos um laboratório que é
referência nacional para diagnóstico laboratorial de vírus
respiratórios. E temos dois institutos nacionais, também de referência, para
atendimento a pacientes, além de um centro de saúde voltado para a atenção
básica. Toda essa nossa capacidade poderá ser acionada na eventual chegada do
vírus, seguindo os protocolos definidos. Não seremos pegos de surpresa”.
A recomendação é que esses grupos potencialmente mais
vulneráveis às formas graves da doença estejam mais atentos às manifestações
clínicas. “É importante destacar que todas as medidas estão sendo tomadas, os cenários estão sendo permanentemente
avaliados pelo Ministério da Saúde e órgãos competentes e há grupos na rede
pública dedicados ao acompanhamento dessa situação.”
(CN7)



