A Laurinha tem seis anos e passa o dia inteiro na escola. De acordo
com a mãe dela, Sandra Melo, a pequena só utiliza aparelhos eletrônicos à
noite. Mas o que ela não sabe é que esse é o horário mais prejudicial para a visão das crianças, como reforça o médico oftalmologista Giuliano Veras.
“Geralmente esses aparelhos têm uma tecnologia que aumenta a
intensidade da luz azul para compensar a falta de luz noturna. Então, à
noite, esses dispositivos podem causar mais problemas”, explica.
Sandra diz que Laura não reclama de dificuldades para enxergar, mas que percebeu problemas quando a criança apresentou comportamentos diferentes ao assistir TV ou mexer no celular.
“Quando ela está assinto TV ou no celular, noto que ela está forçando
um pouco os olhos e os coçando. Isso está me deixando um pouco
preocupada”, relata.
O uso excessivo da tecnologia está associado ao cansaço visual e ao aumento da incidência de miopia.
As queixas mais frequentes da criança são dor, cansaço e coceira nos
olhos, sensação de olhos secos ou lacrimejamento, visão borrada e/ou
visão dupla, cefaleia e fotofobia. É nesse momento que a visita ao
oftalmologista se faz necessária.
Além das consultas, o tratamento também inclui a mudança de hábitos e
de ambiente. Investir em atividades ao ar livre pode desacelerar a
progressão da miopia, em especial durante a primeira infância.Também
recomenda-se desviar o olhar das telas por 20 segundos a cada 20 minutos
em frente aos aparelhos.
(Tribuna do Ceará)



