Cerca de 300 agentes de segurança reforçam, a cada dia, a vigilância na
Grande Fortaleza e no interior do estado desde a última sexta-feira (6),
na Operação Raça de Fortes, organizada pela Polícia Militar do Ceará
(PMCE). O trabalho deve terminar na manhã desta segunda-feira (9). A
operação foi montada para atuar em regiões com grandes registros de
Crimes Violentos Letais e Intencionais (CVLIs) no estado.
O Ceará teve neste ano o mês de fevereiro mais violento da série
histórica, com 456 homicídios em 29 dias. Os dados foram divulgados na
sexta-feira pela Secretaria da Segurança Pública. A violência disparou
após o motim de parte da Polícia Militar. Durante o 13 dias da
movimento, foram 312 homicídios, uma média de 26 por dia. Antes do
motim, a média era de oito por dia.
A operação atua em duas frentes, de acordo com o Capitão Cordeiro, do 8º
Batalhão da PM, supervisor dos trabalhos em Fortaleza. “Nós estamos
fazendo as rondas em viaturas e motocicletas. São dois tipos de ações. A
blitz barreira, em parceria com órgãos de trânsito, para buscas em
veículos, e operações em cantos mais sensíveis, com vistorias
individuais”, explica.
Na capital cearense, a Polícia Militar atua em pontos estratégicos,
informa Cordeiro. “Nós estamos atuando simultaneamente em dez grandes
áreas, cada uma com um batalhão responsável”. Ainda segundo o agente,
reforços no policiamento desse tipo são comuns para reduzir casos em
regiões com altos índices de criminalidade. “Nós analisamos os índices
de homicídio, os índices de roubos e furtos, e a partir disso
organizamos operações nessas áreas”, detalha Cordeiro.
Participam da força-tarefa o Comando de Policiamento de Rondas e Ações
Intensivas e Ostensivas (CPRaio), o Comando de Policiamento de Choque
(CPChoque), o Comando de Policiamento Especializado (CPE) e ainda o
Policiamento Ostensivo Geral (POG).
O POVO



