Você está em: CEARA // Notícia de Anselmo // 21 de março de 2020

 
 
No cenário de pandemia, a sociedade civil deve estar alinhada com as políticas públicas de enfrentamento à disseminação de uma doença. Com os casos sucessivos da Covid-19 no Ceará, o governador Camilo Santana baixou decreto impondo o fechamento de estabelecimentos comerciais desde ontem, com exceção de farmácias, supermercados e postos de combustíveis. A mensagem de preservação e isolamento, no entanto, ainda não foi totalmente digerida por uma parcela da população, que insiste na procura de serviços com grande aglomeração social, contrariando as recomendações das autoridades de saúde.
Já no início da manhã, equipes da Polícia Militar foram deslocadas para espaços com concentração de pessoas. Na Praça da Cidade 2000, em Fortaleza, a PM precisou intervir na dispersão de cerca de 400 feirantes do bairro. O alto-falante da viatura reforçava o alerta: “A PM pede que a população evite aglomeração em locais públicos. O momento é de conscientização. Faça sua parte e ajude a diminuir a disseminação do coronavírus”. Mesmo com o aviso, parte dos vendedores permaneceu comercializando os produtos até que os militares fizeram uma segunda interferência solicitando a saída.
A suspensão foi recebida sob protestos. Segundo Francisco Edmilson, que vende frutas e verduras, os artigos já estavam comprados antes do anúncio da restrição das atividades, o que gerou a necessidade de ir à feira para não ter perdas financeiras. “O governador passou muito tarde pra gente essa decisão e a mercadoria já fica nos carros para trazer de madrugada. Ele deu 10 dias sem a feira e a perda é grande. No meu caso, eu trouxe R$ 3 mil em compras”, registra.
A desobediência às medidas restritivas alcançou ainda cidades do interior. A ronda da PM aconteceu em Cascavel, São Gonçalo do Amarante, Sobral, Icó e Aquiraz, por exemplo. De acordo com o comandante-geral da PMCE, coronel Alexandre Ávila, o dono de um bar em Maranguape chegou a ser conduzido à delegacia por ter se recusado a fechar o estabelecimento. “Ele foi autuado e hoje estaremos intensificando as ações em áreas públicas e cumprindo o decreto do governador”.
Mudança
O decreto publicado na última quinta-feira (19) prevê o fechamento de bares, restaurantes, lanchonetes, igrejas, museus, cinemas, academias, clubes, centros de ginástica, lojas, shoppings e centro comercial. O objetivo é retardar a contaminação por coronavírus no Ceará, já que com o fechamento dos serviços, as pessoas não têm contato físico - ou não deveriam ter.
Isso porque, mesmo a Secretaria Estadual da Saúde (Sesa) orientando para que os cearenses fiquem em casa, a reportagem do Diário do Nordeste flagrou nessa sexta-feira (20) usuários em longas filas à espera de atendimento bancários. Agências do Banco do Nordeste, Caixa e Banco do Brasil controlavam a entrada de usuários, mas do lado de fora, a situação contrariava as estratégias para evitar a doença.




O POVO
Caderno: CEARA
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