O Ceará registra nove mortes pelo novo coronavírus até a noite deste
quarta-feira (1º), conforme informe epidemiológico da Secretaria da
Saúde (Sesa). Além disso, estão confirmados 445 casos de infectados no
estado.
Seis dos óbitos estão em Fortaleza, um no Eusébio, município da Região
Metropolitana, além de um em Santa Quitéria e um em Tianguá, no interior
do estado.
Os casos confirmados estão divididos em 15 municípios cearenses.
Fortaleza concentra 413 das detecções. Em seguida, Aquiraz aparece com
14 casos, enquanto Sobral tem cinco, e Quixadá tem dois. Beberibe,
Caucaia, Eusébio, Fortim, Itaitinga, Juazeiro do Norte, Maracanaú,
Maranguape, Mauriti, Santa Quitéria e Tianguá têm um caso cada.
Pela manhã, Camilo tinha informado que o governo avalia decretar estado de calamidade pública
na saúde do Ceará em razão da pandemia do novo coronavírus. Atualmente,
o Ceará encontra-se em estado de emergência por causa da doença.
"Tanto a Procuradoria-Geral do Estado como a nossa equipe econômica
estão avaliando a questão da gente enviar pra Assembleia (Legislativa)
uma lei transformando o Ceará em estado de calamidade Pública", declarou
o chefe do executivo estadual.
Camilo ainda ressaltou que, desde quando foram registrados os primeiros
casos de pacientes infectados pelo vírus, o Estado "decretou Estado de
Emergência em Saúde, e é o que está valendo, através do decreto".
Nesta terça-feira (31), o governador anunciou a prorrogação por 30 dias do prazo de suspensão de aulas
presenciais em escolas e universidades públicas e particulares, já que o
prazo do cancelamento anterior termina nesta quarta-feira (1º).
Portanto, com a prorrogação de mais 30 dias, as aulas voltam em 4 de
maio.
A rede particular pode aproveitar esse período para férias ou adotar
aulas remotas. Nas escolas públicas, não haverá férias, e sim, aulas a
distância, de acordo com a Secretaria da Educação (Seduc).
Outra medida anunciada pelo chefe do executivo estadual foi a criação de uma "Linha Verde de Logística e Distribuição"
no estado, situada às margens de rodovias estaduais e federais onde
será permitida a abertura de comércio e serviços essenciais para dar
suporte ao transporte de carga destinado ao abastecimento da população.
Dessa forma, estabelecimentos como restaurantes, postos e oficinas
localizados em trechos às margens de rodovias que cortam o Ceará vão
poder funcionar normalmente, já que dão assistência aos caminhoneiros
que permanecem circulando nas estradas para garantir o abastecimento das
cidades
(G1/CE)



