Ceará tem até R$ 1,1 bilhão garantidos para investimentos anualmente, diz Élcio Batista


O secretário-chefe da Casa Civil do Governo do Ceará, Élcio Batista, disse na noite desta quarta-feira (27), durante live promovida pela M7 Investimentos, que o Ceará tem até R$ 1,1 bilhão garantidos para investimentos anualmente.
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"Por ano, a gente está falando em termos de desembolsos de R$ 700 milhões a R$ 800 milhões que o Estado investe que é a contração de empréstimo, podendo chegar a R$ 1 bilhão ou R$ 1,1 bilhão. Esse dinheiro está assegurado para esses investimentos. Não temos problemas com esse recurso porque como o dólar se valorizou nos últimos dias a gente está é com mais dinheiro, então a gente pode fazer até mais investimentos", disse o secretário.
 
No entanto, ele ressaltou que as perdas reais do Estado devem somar cerca de R$ 1 bilhão com a crise ocasionada pela pandemia do novo coronavírus e a queda na arrecadação do Estado e do Governo Federal. 
"Eu tenho um outro grupo de investimentos que depende da arrecadação do Estado e do Governo Federal. Eu tenho um problema, porque caiu muito. E a gente espera recompor um pouco isso com a lei que o Congresso aprovou (de ajuda aos estados e municípios) que vai recompor o ICMS e o Fundo de Participação dos Estados. Isso não vai ajudar a gente talvez nesse problema todo. A gente vai perder R$ 1 bilhão", acrescentou.

Reabertura 

De acordo com o secretário, o processo de retomada da economia cearense vai ser na base da "tentativa e erro".
"A gente vai abrir, mas as pessoas vão responder aos estímulos que a gente deu? Com protocolos, regras, comportamentos individuais. As pessoas vão cumprir com isso? Se cumprirem, dificilmente a gente vai voltar atrás".
Batista não quis adiantar detalhes do plano de reabertura econômica que vai ser anunciado nesta quinta-feira (28) pelo governador Camilo Santana. "A gente está chamando esse processo de retomada responsável porque a responsabilidade é de todos nós. Você não tem uma solução única para esse problema complexo. E precisamos encontrar mecanismos para tratar dos três juntos", disse, ao fazer referência à importância de pensar na economia, saúde e política ao mesmo tempo. 

 Diário do Nordeste

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