O papa Francisco voltará
a falar aos domingos a partir da sua janela do palácio apostólico aos fiéis
reunidos na praça de São Pedro por ocasião Angelus, uma tradição que foi interrompida
em decorrência da pandemia de coronavírus, informou o Vaticano nesta
terça-feira (26/5).
Desde que a Itália ordenou o
confinamento de seus 60 milhões de habitantes em 9 de março devido à pandemia,
o Vaticano, localizado no coração de Roma, teve que respeitar as mesmas regras,
de modo que a imensa esplanada permaneceu vazia por mais de dois meses.
Neste contexto, o papa
argentino continuou a se comunicar aos domingos por streaming a partir da sua
biblioteca particular, enquanto o Vaticano passou a transmitir online todos os
dias a missa celebrada pelo pontífice na modesta capela de sua residência, uma
iniciativa que teve muito sucesso nos países da América Latina.
No domingo passado, o papa se
inclinou pela janela para uma breve saudação aos fotógrafos e aos poucos fiéis
autorizados a entrar na Praça de São Pedro.
Os serviços policiais e de
vigilância controlam o respeito das disposições para impedir que o vírus se
espalhe novamente, inclusive mantendo uma distância interpessoal de segurança
de pelo menos um metro e uso de máscara.
O papa deve celebrar no
domingo a missa de Pentecostes dentro da Basílica de São Pedro, mas sem a
presença dos fiéis.
No sábado, Francisco rezará o
rosário em homenagem a todos os afetados pela pandemia junto a uma reprodução
da Gruta de Lourdes, que fica nos jardins do Vaticano, um evento que será
transmitido online a muitos países.
Além disso, os responsáveis
pelos santuários marianos dos cinco continentes, que devido ao coronavírus
tiveram que interromper as peregrinações, participarão da oração, durante a
qual o pontífice "invocará a ajuda e o socorro da Virgem Maria" para
a pandemia e "confiará ao Senhor toda a humanidade", informou o
Vaticano.
Representantes dos grupos mais
afetados pelo coronavírus participarão da oração do rosário, incluindo parentes
de vítimas, médicos, enfermeiros, profissionais da saúde, pessoas que superaram
a doença, um capelão hospitalar, uma enfermeira religiosa, um farmacêutico, um
voluntário e um jornalista.
São profissionais que
continuaram trabalhando durante o confinamento e a quem o papa dedicou suas
orações durante esses meses de confinamento.
Uma família com um filho
nascido durante o confinamento também foi convidada, como uma mensagem "de
esperança e vitória da vida sobre a morte", disse a Santa Sé.



