Ainda que Fortaleza concentre o maior número de casos e óbitos de
Covid-19, a secretaria da Saúde do Ceará já observa uma tendência de
migração da enfermidade para o interior do estado. A análise foi
destacada pelo secretário da Saúde, Carlos Roberto Martins, o Dr.
Cabeto, em entrevista nesta sexta--feira (29). Segundo ele, a região
Norte do estado é um ponto de atenção e dever ser alvo de medidas mais
restritivas na renovação do atual decreto de isolamento.
"Fizemos o mapeamento da incidência do número de casos por 100 mil
habitantes e da mortalidade por coronavírus, que é muito importante.
Essas cidades estão a maioria agora na região Norte. Nos preocupa aquela
região de Itapipoca, até Camocim, Sobral e Santa Quitéria. Então nós
estamos preparando hoje pra colocar no decreto algumas restrições nessa
região", afirmou.
Conforme a plataforma IntegraSUS, atualizada às 9h36 desta sexta,
Sobral e Itapipoca estão entre os cinco municípios cearenses tanto em
número de infectados, quanto em número de óbitos. No primeiro são 1.191
acometidos pela doença e 57 mortes, enquanto no segundo são 709 e 54,
respectivamente. Além disso, Itapipoca tem a terceira maior taxa de
mortalidade, com 31,2 a cada 100 mil habitantes, conforme o último
boletim epidemiológico da Secretaria da Saúde, divulgado no último dia
27.
Dr. Cabeto, entretanto, afirma que o estado já vinha antecipando a
melhoria na rede pública de saúde nas cinco regiões de saúde do estado.
"O Ceará já vinha pioneiramente montando essa estruturação dessa
regionalização. Montamos 11 UTIs até o dia de hoje em hospitais polos,
fortalecemos os hospitais regionais pra receber os casos mais complexos e
estão sendo expandidos semanalmente de acordo com a necessidade. Isso
já se fez em todas as cinco regiões. Por isso, cada região vai ser
tratada individualmente, porque se não tiver garantia de leitos, você
não pode entrar na fase de transição", pontua.
(G1/CE)



