Cidade do interior do Ceará com maior número de casos confirmados de
Covid-19, Sobral passou a adotar a testagem rápida da doença de forma
descentralizada. A coleta do material nos pacientes com quadro
sintomático pode ocorrer, desde a última semana, em qualquer um dos 37
Centros de Saúde da Família do município. Os pacientes precisam
apresentar sintomas há pelo menos sete dias.
O objetivo da medida é diminuir o deslocamento das pessoas com quadro suspeito e, com isso, limitar a propagação do vírus.
O município já registra 1.159 casos e 43 óbitos em decorrência da
doença. Dos municípios cearenses, Sobral fica atrás, apenas, de
Fortaleza (20.146) e Caucaia (1.226), na Região Metropolitana de
Fortaleza. Além disso, a cidade registra 681 pessoas curadas, o que
representa 2,93% do número total no Ceará, de 23.204 pacientes
recuperados.
O índice elevado de casos pode ser consequência do maior número de
testes realizados. Em relação a este número, Sobral só fica atrás de
Fortaleza, que realizou 3.680 coletas. Já no município da região Norte
foram feitos 3.661 testes rápidos, média superior a observada no
interior. Para ter ideia, das cinco cidades com maiores números de casos
confirmados da doença, Caucaia (2.850), Maracanaú (2.031) e Itapipoca
(907) realizaram menos testes que Sobral.
Consórcio
Para reforçar o número, Sobral recebeu nesta terça (26) mais 820 testes
rápidos para Covid-19 e 7 mil máscaras N95 para uso exclusivo dos
profissionais de saúde. O material foi adquirido por meio do Consórcio
Público de Saúde da Microrregião de Sobral (CPSMS), que atende 24
municípios consorciados. Ao todo, 20 mil máscaras N95 e 2.500 testes
rápidos foram distribuídos entre estas cidades.
“A ideia do prefeito Ivo Gomes, que preside o Consórcio Público de
Saúde da Microrregião de Sobral, é continuar investindo recursos do
consórcio para apoiar os municípios durante a pandemia”, destaca Carlos
Hilton Soares, diretor executivo do CPSMS.
A médica e assessora técnica da Secretaria da Saúde de Sobral, Josiane
Dorneles, explica que quem apresentar febre, tosse seca, dor de
garganta, cansaço ou dificuldades para respirar deve procurar o centro
de saúde mais próximo.
O teste é realizado em pacientes que apresentem os sintomas há pelo
menos sete dias. Nos casos em que a pessoa busca uma unidade antes de
completar uma semana com os sintomas, a recomendação é que esta seja
acompanhada por uma equipe médica e que seja feito o agendamento da
coleta do material.
“Essa orientação é importante para melhorar a eficácia do exame. Testes
realizados antes deste prazo (7 dias) podem gerar um falso negativo”,
explica a médica.
A prioridade para testagem são servidores que atuam na área da saúde,
na linha de frente, e familiares de pacientes que já testaram positivo
para a doença. Após a coleta, o material é levado para o Centro de
Referência em Infectologia, onde os exames são processados. Os pacientes
que tiveram o material coletado pelo período da manhã, recebem o
resultado à tarde. Já os resultados dos procedimentos ocorridos no
período da tarde são divulgados na manhã do dia seguinte.
(Diário do Nordeste)




