Na corrida eleitoral deste ano, pelo menos, dez deputados estaduais e
seis deputados federais cearenses já anunciaram pré-candidaturas a
prefeito. O pleito municipal pode mudar a composição da Assembleia
Legislativa e da bancada cearense na Câmara dos Deputados, caso
parlamentares se licenciem do cargo para focar na campanha, o que não é
obrigatório pela legislação eleitoral. Alguns atestam, desde já, que não
tirarão licença neste ano. Em outros casos, as articulações para
possíveis trocas de cadeira com suplentes estão à espera de definições
sobre o retorno das atividades nas Casas Legislativas.
Alguns dos parlamentares pré-candidatos à eleição majoritária deste
ano, que compõem a base aliada do governador Camilo Santana (PT), também
prometem travar embates acirrados em municípios cearenses que têm como
principal base eleitoral, onde são adversários políticos.
Um caso clássico é o de Tauá, na Região dos Inhamuns. Lá, a deputada
estadual Patrícia Aguiar (PSD), esposa do presidente estadual do seu
partido, Domingos Filho, vai concorrer à Prefeitura do Município, que já
comandou por três mandatos. Patrícia foi a candidata a deputada mais
votada em Tauá, em 2018, com 14.056 votos.
Seu adversário é o grupo político do deputado estadual Audic Mota
(PSB), que lançou o irmão, Dr. Edyr (PP), para concorrer à Prefeitura de
Tauá neste ano. Em 2016, Carlos Windsor (PSC), primo de Audic, foi
eleito prefeito da cidade, mas acabou afastado do cargo por
irregularidades. Na eleição geral de 2018, Audic Mota foi o segundo
deputado estadual mais votado em Tauá, com 7.552 votos.
Iguatu também deve ser palco de nova disputa entre governistas. De um
lado, o deputado estadual Agenor Neto (MDB), ex-prefeito da cidade por
dois mandatos, e do outro, o deputado estadual Marcos Sobreira (PDT) ou a
mãe, a ex-deputada Mirian Sobreira. Na eleição de 2018 para a
Assembleia Legislativa, Agenor teve 19.878 votos na Cidade e Marcos,
17.683.
(Diário do Nordeste)



