Os números em meio a uma pandemia, à exceção da quantidade de
recuperados, nunca são positivos, mas podem indicar que as medidas
preventivas estão no caminho correto. No Ceará, dados do Integra Sus, da
Secretaria da Saúde (Sesa), mostram que a média de pessoas que
manifestaram os primeiros sintomas da Covid-19 caiu 64% entre a primeira
e a segunda semana de julho – indo de 664, de 1º a 7 deste mês, para
235 por dia, do dia 8 ao 14.
Recortando apenas Fortaleza, a queda foi menor, mas expressiva. Na
primeira semana deste mês, a Capital registrava, em média, 117 novos
casos do novo coronavírus todos os dias; e a quantidade caiu mais da
metade: entre os dias 8 e 14 de julho, cerca de 49 fortalezenses por dia
apresentaram sintomas da nova virose, representando uma redução de 58%
em uma semana.
O Ceará já contabiliza 141.832 casos confirmados da Covid-19, dos quais
7.081 evoluíram para óbito. Mais de 115 mil pessoas já se recuperaram da
doença no Estado, e 72.592 casos seguem em investigação pela Sesa. Em
Fortaleza, a soma de confirmações atingiu a marca de 38.754, das quais
29.102 já tiveram alta hospitalar ou evoluíram para cura. O número de
óbitos pelo Sars-CoV-2 na capital cearense, até as 17h20 dessa
quarta-feira (15), era de 3.553.
A quantidade de vidas perdidas para o novo coronavírus todos os dias –
uma das principais determinantes para o avanço das fases do plano de
retomada das atividades econômicas – oscila, mas também tem tendência de
redução. Entre 1º e 7 de julho, o Ceará registrava uma média diária de
42 mortes, que caiu para 29, se considerado o período entre 8 e 14 deste
mês. Na Capital, a média era de sete óbitos por dia, na primeira
semana, e caiu para 5,4, na segunda. O ideal, contudo, é que os dígitos
zerem.
A menor procura de pacientes por Unidades de Pronto Atendimento (UPA)
também é um dos principais fatores avaliados pelo poder público para o
controle da pandemia. Em todo o Estado, cerca de 78 pacientes procuravam
as UPAs todos os dias com sintomas gripais, na primeira semana de
julho; já na segunda, o número caiu para 68. Em Fortaleza, o indicador
caiu de 30 para 25.
Enquanto houver circulação do vírus, porém, deve haver cautela. Mesmo
com a visível redução, “ainda há transmissão residual de casos, o vírus
circula”, como reforça Antonio Lima, gerente da Célula de Vigilância
Epidemiológica de Fortaleza. O especialista destaca que a “média móvel
de novos casos” da Covid-19 na Capital é cerca de 95% menor do que a
medida no pico da pandemia na cidade, “quando tivemos mais de 800 casos
por dia”.
Leitos
Atualmente, cerca de 850 pacientes permanecem ocupando leitos de UTI
para tratamento contra o novo coronavírus, em todo o Estado, mais de 250
deles somente em Fortaleza. Nas enfermarias, os números são ainda
maiores: mais de 1.200 cearenses estão internados, cerca de 380 deles na
Capital. Os dados são do IntegraSUS, referentes ao dia 14 de julho. A
taxa de ocupação de UTIs no Ceará, até a última atualização da
plataforma, ontem (15), era de 69,26%; e de enfermarias, 42%.
A melhora constante dos índices de novos casos, óbitos, internações,
ocupação de leitos de UTI e taxa de transmissão é indispensável para
avanço da reabertura de setores. “Se os indicadores continuarem como
estão, os números caindo, a procura assistencial diminuindo, Fortaleza
entrará na quarta fase, mas sem aulas presenciais, cinemas, bares,
academias nem shows”, destacou o governador Camilo Santana.
“Especialistas sugeriram essa prevenção para que não ocorra no Ceará o
que tem ocorrido em outros locais, que abriram determinadas atividades e
precisaram fechar novamente, sob grande risco de transmissão”.
Mais de 7 mil óbitos no Ceará
Quatro meses após a primeira detecção do vírus no Estado, o Ceará
alcançou a marca de 7.081 óbitos causados pela Covid-19 na quarta-feira
(15). O boletim da Secretaria da Saúde do Estado (Sesa) mostra que há
141.832 pessoas infectadas pelo novo coronavírus e 364.289 exames foram
realizados. A proporção entre os valores de casos e mortes confirmadas,
denominada como taxa de letalidade, se mantém em 5% e 115.426 pacientes
se recuperaram da doença no Estado. Ainda há 72.592 casos em
investigação.
Fortaleza e Sobral se destacam com os maiores indicadores da doença. A
Capital concentra 38.754 confirmações de infecções e 3.553 mortes,
enquanto o município da Região
Norte apresenta 8.668 casos e 263 óbitos.
O POVO



