Você está em: CEARA // Notícia de Fagner Freire // 25 de agosto de 2020


Dois importantes representantes da Polícia Militar do Ceará (PMCE) e da Polícia Civil do Estado do Ceará (PCCE) no que se refere à rede de atendimento à mulher em vítima de violência participaram de uma transmissão ao vivo, nessa segunda-feira (24), acerca do tema. Foram eles: o assessor de Polícia Comunitária (APCom) da PMCE, capitão Messias Mendes; e a diretora do Departamento de Proteção aos Grupos Vulneráveis (DPGV) da PCCE, delegada Rena Gomes. O diálogo integra o Debate sobre Direitos Humanos promovidos pela Rede Cuca da Prefeitura Municipal de Fortaleza.

O diálogo foi mediado pelo educador social, Roberto Ferreira; e também pela assistente social, Paola Abreu, ambos da Rede Cuca. Em sua fala, a diretora do DPGV, Rena Gomes, comentou sobre o trabalho realizado pelo DPGV, por meio das delegacias de Defesa da Mulher no Ceará (DDMs). “É um departamento que nasceu da necessidade de especializar cada vez mais o atendimento das vítimas mais vulneráveis, que são as mulheres, criança, adolescentes e idosos em situação de violência. É um departamento encarregado de dialogar com a sociedade civil e com todos os órgãos do Governo para que possamos construir o atendimento e o fluxo para a proteção dessas vítimas”, destacou Rena.

Atualmente, o Estado possui dez unidades especializadas nas cidades de: Fortaleza, Pacatuba, Caucaia, Maracanaú, Crato, Iguatu, Juazeiro do Norte, Icó, Sobral e Quixadá. As mulheres também contam com a Casa da Mulher Brasileira, que é gerida pelo Governo do Ceará, por meio da Secretaria da Proteção Social, Justiça, Cidadania, Mulheres e Direitos Humanos (SPS).

Em sua fala, o capitão Messias Mendes ressaltou a função do Grupo de Apoio às Vítimas de Violência (Gavv) que realiza a Ronda Maria da Penha no acompanhamento das vítimas que estão sob medida protetiva em cada território e também daquelas que aguardam a concessão da medida. “Nós temos um trabalho sofisticado do serviço de segurança destinado pela pasta na oferta da proteção que cabe à Polícia Militar nas ruas do nosso Estado. Além do cidadão contar com o serviço tradicional do policial que atende ocorrência e que patrulha nas ruas, eles também contam com um serviço diferenciado de proteção individualizada, com a visita da equipe em suas casas e que faz a conexão com a rede de proteção”, destacou o oficial.

A transmissão ao vivo, promovida pela Rede Cuca, ocorreu no mesmo mês em que a Lei Maria da Penha completou 14 anos de existência. No último dia 7 de agosto, data que marca a criação do mecanismo legal de apoio às mulheres, a Secretaria da Segurança já havia divulgado algumas mudanças no fluxo de atendimento às mulheres que procuram ajuda na Polícia. Atualmente, ao registrar um Boletim de Ocorrência (BO) em uma Delegacia de Defesa da Mulher ou em qualquer unidade da Polícia Civil, elas também podem solicitar, além da medida protetiva, o acompanhamento da equipe especializada do Gavv da PMCE.

A partir do pedido, a informação é enviada pela Polícia Civil à Polícia Militar, que inicia as visitas no intuito de acompanhar a rotina da mulher. Fortaleza, Itapipoca, Juazeiro do Norte, Maracanaú e Sobral já contam com o serviço. Neste ano, mais 11 cidades receberão o serviço da PM, são elas: Barbalha, Caucaia, Canindé, Crateús, Iguatu, Morada Nova, Pacatuba, Quixadá, Russas, Tianguá e Tauá.

Rena Gomes destacou ainda importância do envolvimento de todos na quebra do ciclo desse tipo de violência. “Eu quero deixar um recado para todos. Hoje, a nossa obrigação é meter a colher em uma situação de violência doméstica e familiar. É uma responsabilidade social, pois o risco o qual essa vítima vem sendo submetida é grave e muitas vezes ela não consegue sair sozinha dessa condição. Então, devemos ter esse papel de estar junto dessas mulheres, mostrando novos horizontes e dizendo que temos instituições capacitadas e equipamentos capazes de auxiliá-la na quebra desse ciclo de violência”, ressaltou.

Já o capitão Messias Mendes ressaltou que um ambiente de discussão é fundamental para a disseminação de algumas ideias que venham a salvar a vida de pessoas que estão em um contexto de violência. “Eu tenho certeza que a nossa fala não será em vão, pois nós plantamos uma semente quando criamos um ambiente de discussão. Isso porque algumas pessoas serão impactadas em algum momento pelo que foi discutido aqui. Então eu tenho certeza que atingiremos várias mulheres que assistirão a esse vídeo e se identificarão com as situações aqui apresentadas”, finalizou.
 
 
 
 (SSPDS)
Caderno: CEARA
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