Você está em: CEARA // Notícia de Fagner Freire // 8 de outubro de 2020

 



O Ceará vai participar de uma rede internacional de cientistas que descobriu uma forma de impedir que o mosquito Aedes aegypti transmita doenças como dengue, zika, chikungunha e febre amarela: produzindo mosquitos sem a capacidade de passar os vírus a humanos.

A pesquisa, iniciada na Austrália, insere uma bactéria, a Wolbachia, no aparelho digestivo do Aedes. Com ela, o mosquito não consegue mais transmitir doenças a pessoas. E, além disso, toda a prole dos mosquitos já nasce com a bactéria no organismo.

Caberá ao Ceará, através da unidade de Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), a produção em série do mosquito modificado, para distribuição aos estados do Nordeste. A ideia é interromper a cadeia de transmissão das doenças advindas do Aedes aegypti.

Em 2020, a Fiocruz Ceará precisou voltar atenções para a pandemia de Covid-19, inclusive com a inauguração do centro de testagem no Eusébio, o maior do Nordeste. Até o fim do ano, porém, a contratação da biofábrica de mosquitos já estará garantida.

“Vai ser uma experiência muito importante. Aqui no Ceará, teremos o papel de juntar essa bactéria com o nosso mosquito e produzir esse novo Aedes e distribuir em larga escala”, comemora o médico Carlile Lavor, coordenador da Fiocruz Ceará.


(Jornal Jangadeiro)
Caderno: CEARA
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