Você está em: CIDADE , IPU , PRINCIPAL // Notícia de Fagner Freire // 16 de outubro de 2020

 


As altas temperaturas e a baixa umidade relativa do ar continuam presentes no Ceará. Em novo alerta, emitido nesta sexta-feira (16), o Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) apontou para “perigo” por baixa umidade do ar em 80 municípios cearenses, nas regiões do Sertão, Jaguaribe, Cariri, Noroeste e Centro-Sul cearenses. Neste caso, a umidade relativa do ar varia entre 12% a 20%, oferecendo um risco maior de incêndios florestais e danos à saúde humana. O boletim é válido até às 20h de hoje.   

Outros 57 municípios estão classificados com “potencial perigo”,  ocasionada quando a umidade relativa do ar varia entre 20% a 30%, trazendo danos menores, mas ainda perigosos, à saúde humana. As regiões afetadas são o Sertão Central e Inhamuns, o Vale do Jaguaribe, Norte e Noroeste cearense. 

Monitoramento 

Hoje (16), das oito estações meteorológicas do Instituto instaladas no Ceará, Morada Nova apresentou a situação mais preocupante, com umidade relativa do ar mínima em 24%. Também ficaram igual ou abaixo de 30% nos municípios de Crateús (29%) e Jaguaruana 30%). A situação é mais confortável, mas ainda assim perigosa, em Barbalha (34%), Sobral (35%), Fortaleza (44%) e Tianguá (47%). A estação de Iguatu, que costuma liderar este ranking, não emitiu informações às 12h45, quando o sistema do Inmet foi acessado.  

Razões 

A gerente de meteorologia da Fundação Cearense de Meteorologia e Recursos Hídricos (Funceme), Meiry Sakamoto, explica que o interior do Estado, especialmente na região Centro-Sul, é a área onde a umidade relativa do ar costuma apresentar índices mais baixos nessa época do ano. 

Outros fatores que contribuem para a taxa de umidade relativa do ar ser mais preocupante é continentalidade, ou seja, a distância do oceano. Além disso, os ventos mais fortes ajudam a aumentar a evapotranspiração da vegetação, já castigada pelo solo seco e a falta de chuvas, explica a meteorologista.     

No litoral cearense, a situação é menos grave, pois, há umidade proveniente da evaporação da água do mar, que é transportada ao continente pelos ventos. “A princípio, as pessoas não precisam se preocupar tanto com esses índices nessa região”, completa a meteorologista.  

Cuidados 

A Organização Mundial de Saúde (OMS) classifica como alerta, quando o índice de umidade relativa do ar ficar abaixo dos 30%, pois, entre os possíveis impactos, estão o ressecamento da pele, desconforto nos olhos, boca e nariz. Segundo a OMS, o nível ideal vai de 60% a 80%.  

Por isso, o alergologista e imunologista de Juazeiro do Norte, Cícero Inácio, recomenda o consumo de líquidos “principalmente água”, enfatiza, e evitar exposição em horários mais quentes, das 10h às 16h, usar hidrante para a pele e, se possível, de algum tipo de umidificador de ambiente.

 

(Diário do Nordeste)

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