Você está em: CEARA // Notícia de Fagner Freire // 30 de outubro de 2020

 


Ao longo de mais de três meses, Luís Miguel Epaminondas lutou pela vida durante sua internação na Neonatologia do Hospital Regional Norte (HRN), em Sobral, na região Norte do Ceará. Na última sexta-feira (23), o desfecho dessa história teve final feliz e o pequeno finalmente recebeu alta médica. 

Nascido em 9 de julho deste ano, prematuro de 30 semanas e com apenas 1kg40g, Luís Miguel teve má formação e precisou se submeter a procedimentos cirúrgicos ainda recém-nascido.  As complicações Miguel começaram, no entanto, ainda na gestação de Rosilália.

Ela teve gravidez de risco com bolsa rota - termo que se usa para a ruptura espontânea da bolsa amniótica - e passou a ser acompanhada pelo pré-natal na obstetrícia do HRN. “Precisei ser internada várias vezes durante a minha gestação”, relembra Maria Rosilália. 

A médica neonatologista Renata Freitas explica que o bebê teve diversas graves complicações. 

“A mãe teve amniorrexe prematura, que é quando a bolsa rompe antes do início do trabalho de parto. O bebê precisou ser internado na UTI Neonatal e teve repetidas complicações”, pontua. 

Dentre as intervenções médicas, Miguel precisou fazer uma laparotomia - incisão através da parede abdominal para aceder à cavidade abdominal - e a equipe diagnosticou uma apendicite e uma hérnia. “A criança teve uma má formação, e em virtude disso, uma apendicite e uma hérnia no canal inguinal. Foram intercorrências graves diagnosticadas e tratadas a tempo”, avalia a médica. 

Além de tudo isso, Luís Miguel teve ainda confirmado o diagnóstico de alergia à proteína do leite de vaca. A criança foi incluída no Programa de Alergia ao Leite de Vaca (ALV) do Governo do Estado que distribui fórmulas nutricionais especiais. O bebê também foi imunizado com o palivizumabe, medicamento que combate infecções respiratórias em prematuros. 

No dia da alta médica, Rosilália agradeceu "o carinho e dedicação dos profissionais do Hospital Regional" e disse, emocionada, o que aquele momento representava para ela.

“Não é só uma criança, é uma família que está renascendo hoje”.

Com todas as complicações vencidas, uma a uma, o pequeno Miguel recebeu, no dia da alta, uma roupa alusiva ao Capitão América, um super-herói da Marvel. Era o símbolo da força do bebê que lutou bravamente pela vida por 107 dias. Hoje, ele completa uma semana em casa, recebendo o carinho afetuoso da família.

 

 

(Diário do Nordeste)

Caderno: CEARA
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