Você está em: CEARA // Notícia de Anselmo // 28 de novembro de 2020




Antônio Carlos da Silva foi vitima de uma farsa em sua jornada para encontrar a família de quem se perdeu aos cinco anos. O jovem que se passou por irmão e por três dias conversou com toda a família, compartilhando fotos e informações, não era quem se dizia ser. A busca continua e a esperança, agora, é de que a mãe de Carlos possa estar viva

O homem que se identificou como Clécio Amorim, ligou para o número que estava no panfleto em que Antônio Carlos da Silva, 32 anos, dizia “Procuro minha mãe” e por três dias travou contatos e informações com Carlos e a família adotiva, não era quem dizia ser. A notícia chegou como aviso de morte, na noite de ontem, para Carlos e sua família adotiva. A jornada do motorista que fugiu aos cinco anos de casa, dormiu num ônibus e foi parar em Fortaleza, portanto, continua. “Possa ser, então, que minha mãe esteja viva”, disse.

Isso porque Clécio, que se identificou como seu irmão, disse que Geane, então “mãe” de ambos, teria falecido em 2017 vítima de câncer. A farsa ainda envolveu as histórias das supostas irmãs de Carlos, Fernanda e Aline, além de Diego, um irmão cujo nome Carlos sempre lembrou, e do tio Nino, um artesão que lhe fazia carrinhos de barro para lhe dar.

Clécio se apropriou de toda a história vivida e lembrada por Carlos como sendo sua e enganou toda a família. “Ele fez até chamada de vídeo com a gente, mostrou fotos dos irmãos, falou da avó deles que ainda estaria viva e iríamos visitar. Dizia que não via a hora de nos conhecer. Estávamos todos contentes”, explica Bernardo Rosemeyer, pai adotivo de Carlos e fundador da Associação Pequeno Nazareno, que acolhe crianças institucionalizadas por situação de extrema vulnerabilidade social.

Mais do que chamada de vídeo, um amigo de Carlos e funcionário da associação, também chamado Carlos, encontrou pessoalmente Clécio no município do Crato, na última terça-feira. Clécio insistia na farsa. “Marcamos encontro no Cariri, fui com ele do Crato até Araripina (PE), e quando nos vimos ele mostrava como estava ansioso para encontrar o irmão. Até fotos dos “irmãos” ele mandou, mas ontem descobrimos por amigos desse rapaz que ele estava mentindo. A farsa só acabou quando eu perguntei ‘porque você fez uma coisa dessas, cara’”, explica Carlos, o amigo.

A reportagem ligou várias vezes para o Clécio, mas as chamadas não foram atendidas. Após a descoberta da farsa, ele enviou áudios para um amigo de Antônio Carlos pedindo desculpas, dizendo não saber porque construiu toda a mentira. 
 
Diário do Nordeste

Caderno: CEARA
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