Venda de artigos eróticos cresce até 75% no Ceará durante a pandemia

 


Em 2018, a jornalista C.S., 29 anos, adquiriu o seu primeiro brinquedo sexual: um vibrador chamado Gspot (ou Ponto G). O interesse surgiu a partir da observação de alguns produtos revendidos por uma colega de trabalho e, desde então, ela consome esses produtos. Com a mudança de rotina em decorrência do isolamento imposto pela pandemia do coronavírus, sobrou mais tempo para olhar para si e buscar o autoconhecimento.

O processo de autoconhecimento foi viabilizado por lives e vídeos gravados por páginas especializadas no assunto durante o isolamento social rígido. “Sigo dois perfis de lojas/pessoas que vendem produtos. Um deles começou a fazer várias lives e gravar vídeos no lockdown e passei a assistir, me interessar, ficar curiosa e interagir”, diz.

C. S. integra uma parcela de cearenses que passaram a pesquisar mais sobre brinquedos e artigos eróticos em geral. E a consumir mais. No segundo semestre do ano passado, adquiriu um novo vibrador e um gel à base de água. “E tem sido uma experiência muito boa. Como passamos muito tempo em casa, é uma forma de criar uma nova rotina a dois e sozinha. Claro que antes de usar com ele (namorado), experimentei as funções em casa, sozinha! E isso também faz parte das descobertas”, detalha.

Lojas veem faturamento disparar

Como resultado disso, as lojas especializadas elevaram em até 75% o faturamento no período. Na avaliação de Germana Freitas, proprietária de um sex shop na Aldeota, a busca pelo autoconhecimento durante o isolamento social foi justamente o que contribuiu para esse movimento. “Acreditamos que, como a pandemia trouxe o isolamento, houve a necessidade de delinear atividades satisfatórias, bem como experimentar novas formas de descobrir prazer. Percebemos que a busca do autoconhecimento também contribuiu”.

“Nós sentimos esse crescimento a partir da segunda quinzena do mês de maio. O auge foi nos meses de junho e julho. Podemos avaliar que em todo esse período de pandemia houve um aumento de cerca de 75% nas vendas, comparado ao ano anterior, 2019”, revela Germana Freitas.

 

 (Diário do Nordeste)

 

 

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