Você está em: CEARA // Notícia de Fagner Freire // 21 de abril de 2021

 


Se todas as 5,87 milhões de doses da vacina da Sputnik V adquiridas pelo governo do Ceará vierem para o Estado, será possível vacinar 43,5% da população. Somada às doses já recebidas da CoronaVac e da vacina de Oxford/AstraZeneca, a vacinação no Ceará chegaria a quase 4 milhões dos 9,1 milhões de habitantes do Estado. Porém, existe a possibilidade de elas serem incluídas no Plano Nacional de Imunização (PNI).

Se for o caso, as doses do imunizante russo adquiridas pelo Ceará e por outros estados serão distribuídas de forma proporcional entre as unidades federativas. O tema foi tratado ontem, 20, em reunião de governadores com o ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, mas ainda não foi definido. No encontro, do qual Camilo Santana (PT) participou, os gestores estaduais pediram mais celeridade no envio de vacina.

 O Ceará atingiria o total de 7.980.250 doses de vacinas com a chegada dessas doses da Sputnik V. Como os três imunizantes precisam da aplicação de duas doses, seria o suficiente para que, ao todo, 3.990.125 pessoas acima de 18 anos fossem contempladas. A população cearense — de todas as idades — era de 9.166.913 habitantes em 2019, segundo o Instituto de Pesquisa e Estratégia Econômica do Ceará (Ipece), na Pesquisa Regional por Amostras de Domicílio (Prad).

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) solicitou ontem, em manifestação enviada ao Supremo Tribunal Federal (STF), suspensão do prazo de 30 dias para decidir sobre a importação excepcional e temporária da Sputnik V. O intervalo começou a contar em 29 de março, por conta de pedido administrativo feito pelo governo do Maranhão, e contempla o Ceará, conforme determinou o ministro Ricardo Lewandowski.

Na segunda-feira, o Instituto Gamaleya e o Fundo de Investimentos Diretos da Rússia (RDIF) anunciaram que a Sputnik V tem eficácia de 97,6% no "mundo real". A conclusão foi de cientistas russos, a partir de avaliação de 3,8 milhões de pessoas que receberam as duas doses. A nova taxa de eficácia é mais alta que a de 91,6% destacada em resultados de um estudo publicado na revista médica The Lancet no início do ano.

"Esses dados confirmam que a Sputnik V tem uma das melhores taxas de proteção contra o coronavírus entre todas as vacinas disponíveis", afirmou Kirill Dmitriev, diretor do RDIF, que está apoiando o desenvolvimento do imunizante. Em nota, foi informado que a incidência de infecções foi calculada a partir do 35º dia após a primeira aplicação, mostrando taxa de incidência de 0,027%.

O comunicado também aponta que a incidência de infecção entre adultos não vacinados, durante um período considerável após o lançamento do programa de vacinação em massa na Rússia, foi de 1,1%. Não foi especificado o intervalo de datas utilizado. Os resultados do estudo devem ser publicados em uma revista médica no próximo mês.

Aprovado em mais de 60 países, o imunizante vai passar a ser produzido na Argentina. O laboratório Richmond já produziu um primeiro lote de 21 mil doses, que foram levadas para controle de qualidade do Instituto Gamaleya, e a produção em larga escala começará em junho. (O Povo - Com agências)

 

Caderno: CEARA
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