Você está em: CEARA // Notícia de Fagner Freire // 3 de maio de 2021

 


A disparada no número de casos de Covid-19 no Ceará também é percebida dentro das unidades prisionais. Em menos de um mês, o número de presos infectados pelo coronavírus aumentou quase 35%. Conforme dados do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) e Departamento Penitenciário (Depen), em março de 2021 o acumulado de presos contaminados era 1.576. Já em abril, até o último dia 22, os órgãos contabilizaram 2.085 internos infectados.

A doença também avança entre os servidores ligados ao Sistema Penitenciário do Ceará e, como consequência, aumentam os óbitos. Enquanto em 24 de março, CNJ e Depen registravam 719 servidores infectados, no último mês o número chegou a 1.015. Entre e presos, servidores públicos e terceirizados, o quantitativo de mortes aumentou 83% passando de seis para 11 óbitos em um mês.

O balanço do CNJ e do Depen também mostra o comparativo entre os números de cada estado. Segundo as estatísticas, o Ceará é o 11º Estado do Brasil com maior população prisional infectada, e o 6º Estado com mais servidores que testaram positivo para Covid-19. Em ambos os públicos, São Paulo ocupa a primeira colocação.

A Secretaria da Administração Penitenciária do Ceará (SAP-CE) contabiliza que, até a última sexta-feira (30) foram registrados quatro óbitos de policiais penais, seis de internos e dois colaboradores da Pasta em decorrência da Covid-19. O número já está acima do contabilizado pelo CNJ e Depen. A SAP destaca que desde o início da pandemia realizou mais de 20 mil testes entre internos e servidores, como forma de rastreamento de novos casos e medidas precoces de isolamento. 

Para o presidente do Conselho Penitenciário (Copen), Cláudio Justa, se observado o cenário fora das prisões no Ceará, o número de casos "ainda está abaixo da expectativa, por conta da adoção dos protocolos sanitários".

Cláudio Justa destaca que a permanente entrada e saída de presos ajuda o vírus a circular mais rapidamente. "O número de presos provisórios no Ceará ainda é muito alto. Dos 23 mil, 16 são flutuantes. Novas prisões ocorrem, presos saem das ruas e vão ao Sistema Penitenciário. Tudo isso, de alguma forma, é um fator de comprometimento à segurança sanitária.

 

 (Diário do Nordeste)

 

Caderno: CEARA
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