Você está em: NACIONAL // Notícia de Anselmo // 29 de maio de 2021


O Ministro do Meio Ambiente, Ricardo Salles, alvo de inquérito no Supremo Tribunal Federal (STF) que envolve suspeitas sobre a movimentação financeira do escritório de advocacia do qual é sócio, enfrenta na Justiça de São Paulo uma investigação sobre crescimento de seu patrimônio em R$ 7,4 milhões. 

O Ministério Público paulista aguarda informações bancárias de todos os envolvidos para dar andamento à apuração que busca esclarecer indícios de enriquecimento ilícito de Salles. Membros do órgão avaliam que a frente aberta pela Polícia Federal no inquérito do STF, ainda que relativa a outros fatos, ajudará a impulsionar o caso. 

Por determinação da Justiça de São Paulo, o ministro do Meio Ambiente, a mãe dele, Diva Carvalho de Aquino, e o escritório de advocacia tiveram os sigilos bancário e fiscal quebrados. A Polícia Federal apontou operações financeiras suspeitas de Salles a partir do mesmo escritório desde ocupou o cargo de ministro do Meio Ambiente no governo de Jair Bolsonaro. As operações ocorrem em meio à suposta prática de crimes na exportação de madeira ilegal, investigada pelo Supremo. 

Entre 2012 e meados do ano passado, o escritório de advocacia movimentou R$ 14,1 milhões, conforme apontou um relatório do Conselho de Controle das Atividades Financeiras (Coaf) enviado ao STF. Cerca de R$ 2,8 milhões foram transferidos do escritório para a conta pessoal do ministro do Meio Ambiente entre 2012 e 2017. 

Em nota à Folha, a assessoria de imprensa de Salles rebateu as suspeitas de irregularidades na conduta do ministro e na contabilidade pessoal e de seu escritório. "A evolução patrimonial e seus honorários foram declarados pelo próprio ministro em seu Imposto de Renda, não havendo nenhuma irregularidade", afirmou. Além disso, a Promotoria de São Paulo investiga um salto patrimonial de R$ 7,4 milhões de Salles durante seis anos. 

A variação ocorreu entre 2012 e 2018, período em que ele alternou a advocacia e cargos no governo Geraldo Alckmin (PSDB) – foi secretário particular do tucano e secretário do Meio Ambiente. Para dar início à apuração, a Promotoria avaliou informações sobre o que foi recebido por ele tanto do seu escritório como do governo paulista. Concluiu que os dados eram insuficientes para explicar o ganho de patrimônio e foi à Justiça para pedir as quebras.

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