Você está em: CEARA // Notícia de Fagner Freire // 29 de junho de 2021

 


O Ministério Público do Estado do Ceará, por meio do Grupo de Atuação Especial de Combate às Organizações Criminosas (GAECO), deflagrou na manhã desta terça-feira (29/06) a Operação Garateia. O objetivo é desarticular organização criminosa voltada para a prática reiterada de tráfico de drogas, dentre outros crimes, atuante na Região do Bairro Serrinha e arredores, em Fortaleza. A operação conta com o apoio do Centro Integrado de Inteligência de Segurança Pública – Região Nordeste e da Coordenadoria Integrada de Planejamento Operacional, da Secretaria da Segurança Pública e Defesa Social do Estado. 

A operação visa cumprir 10 mandados de prisão e 10 mandados de busca e apreensão, todos na cidade de Fortaleza. Os mandados foram expedidos pela Vara de Delitos de Organizações Criminosas do Estado do Ceará. 

De acordo com o Gaeco, a investigação teve início com a apreensão de diversos celulares nas celas das Unidades Prisionais do Estado do Ceará, em 2019. Na época ocorreram vários ataques contra prédios e repartições públicas, além de meios de transportes coletivos, malha viária e rede de distribuição elétrica e de telefonia da região metropolitana de Fortaleza. Os crimes tiveram como motivação principal a insatisfação dos líderes das facções criminosas que cumpriam pena nos presídios cearenses com o endurecimento das medidas de segurança adotadas pela administração penitenciária. 

A partir dessa apreensão, foi possível descortinar uma complexa organização criminosa armada atuante e em plena atividade no Bairro Serrinha e adjacências, voltada para a prática de tráfico de drogas, dentre outros crimes em prol do domínio do tráfico na região. A referida organização criminosa ainda possuía aliança com uma facção criminosa conhecida nacionalmente.  

Nome da operação 

Garateia é um tipo de anzol com várias pontas, usado pra fisgar o maior número de peixes. Trazendo para o contexto da Operação, tudo teve início com a apreensão de vários celulares nas unidades prisionais do Ceará no ano de 2019 (período dos ataques promovidos pelas facções criminosas) e foi a partir da “pesca” realizada no conteúdo desses celulares que o MPCE descobriu uma organização criminosa que está em plena atividade no bairro Serrinha e adjacências. 

 

(MPCE)

Caderno: CEARA
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