Você está em: CEARA // Notícia de Fagner Freire // 18 de agosto de 2021

 


Desde o início da pandemia, 107 crianças de até quatro anos de idade morreram vítimas da Covid-19 no Ceará. O número corresponde a mais da metade dos 195 óbitos de crianças e jovens de até 19 anos no estado que perderam a vida para a doença até o último dia 15, conforme a Secretaria da Saúde do Estado (Sesa).

"Isso acontece, às vezes, porque o sistema imunológico dessa criança, a maneira de se defender da doença, não está totalmente montado. E a gente vê também que o coronavírus pode andar junto com outros vírus que também acometem essa faixa etária e que também são graves", conta Michelle Pinheiro, infectologista pediatra do Hospital Albert Sabin, em Fortaleza.

Preocupação com as filhas

A farmacêutica cearense Izabel Bandeira passou pelo drama de ver a filha, de apenas 1 ano, testando positivo para a doença. Ela é mãe de duas meninas e, mesmo tomando os cuidados de prevenção contra a doença, passou pela preocupação de ver a filha mais nova com a Covid-19. A preocupação foi ainda maior porque a família tem histórico de comorbidade.

"Eu sou asmática, minha mãe é asmática, então ela estava bem cansada. Além dos sintomas gripais, ela estava bem cansada e a médica então tratou", disse Izabel.

Mortalidade no Brasil

A filha se recuperou, mas nem todas as famílias puderam comemorar a cura de crianças diagnosticadas com a doença. Estudo da Fiocruz aponta que quase metade das crianças e adolescentes mortos por Covid no Brasil no ano passado tinha menos de dois anos de idade.

De acordo com Cristiano Boccolini, pesquisador em saúde pública da Fiocruz, as crianças não estão imunes as formas graves da doença, mesmo tendo menos óbitos no geral.

"Esse estudo identificou que apesar de ter muito menos proporcionalmente óbitos nessa faixa etária, ainda assim elas (crianças) são ponderáveis e estão sujeitas a adoecerem da forma grave e até falecerem por Covid-19", conta o pesquisador. 

Precauções

Ainda segundo especialistas, o início da infância é a fase em que as crianças estão aprendendo, se adaptando a novas realidades. Por conta disso, é necessário que os pais redobrem os cuidados para não prejudicar a evolução e nem a saúde dos filhos.

"A gente deve higienizar as superfícies que as crianças têm mais contato, porque realmente ela está explorando o mundo e vai tender a levar à boca, isso faz parte do processo de desenvolvimento e aprendizado da criança. É um comportamento normal, que não deve ser evitado, mas em domicílio temos que tomar as precauções adequadas", alerta o médico pediatra Moacyr Oliveira.

 

(G1/CE)

Caderno: CEARA
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