Você está em: CEARA // Notícia de Fagner Freire // 21 de fevereiro de 2022

 Crianças ficam sem ônibus escolar em bairro de Santo Antônio de Posse — Foto: Reprodução/EPTV

Após o garoto de três anos ser esquecido dentro de um ônibus escolar em Acaraú, no Ceará, a prefeita da cidade Ana Flávia Monteiro realizou na manhã deste sábado (19) uma reunião com motoristas e monitores do transporte escolar. A criança ficou mais de três horas dentro do veículo, na última quarta-feira (16). O garoto foi achado pelo frentista de um posto de combustíveis onde o veículo ficou estacionado após ser abastecido.

Por meio de sua conta no Instagram, a gestora municipal, reforçou que é preciso que tanto os motoristas como monitores precisam ter mais cuidado com as crianças da cidade.

"Na manhã deste sábado nos reunimos com os motoristas e monitores do transporte escolar do município. Fizemos uma avaliação da primeira semana do retorno presencial das aulas e mais uma vez reforçamos a importância do compromisso e dedicação de cada um. É imprescindível que nos comprometamos com nosso trabalho sobretudo no trato, no cuidado com nossas crianças dentro do transporte escolar".
'Criança estava assustada'

O frentista que teve o primeiro contato com a criança afirmou ao g1 que avistou o menino sentado sozinho em uma das poltronas do veículo. "Estava assustado demais e transpirando muito por conta do veículo estar estacionado no sol e o calor era muito grande", revelou.

O funcionário do posto de combustível, que preferiu não ser identificado, estava trabalhando quando percebeu a criança descendo os degraus do ônibus e resolver se aproximar do menino.

"Eu perguntei onde ele morava, ele respondeu que morava em Castelhano, e eu pedi para ele descer comigo. Percebi que estava querendo chorar por conta da situação. Então tentei conversar o máximo com ele, com perguntas básicas, pra ele se sentir mais confortável comigo. Desci ele do ônibus e o levei pra um local mais ventilado", detalha.
Reencontro com a família

Para descobrir onde o menino morava ele perguntou o nome dos pais da criança e a partir das informações repassadas e compartilhadas com colegas de trabalho, o frentista pegou a moto e levou o garoto para a casa da família.

"Como a comunidade é pequena, todo mundo é conhecido. Fizemos perguntas sobre o nome da mãe dele, e logo descobrimos onde ele morava, então levei ele de moto para casa. Já que sua casa era perto do posto de gasolina. Quem o recebeu foi a mãe, expliquei toda a situação para ela, e na hora ela ficou sem reação, só me agradeceu e levou a criança pra dentro de casa", explica.

Motorista preocupado

Ainda conforme o funcionário do posto, o motorista do transporte escolar estava sem acreditar na situação e entrou imediatamente em contato com a escola, aparentando estar bem preocupado com a situação.

Trabalhando há pouco mais de sete meses no posto de gasolina, o jovem frentista, de 18 anos, disse que nunca havia acontecido nada parecido e acredita que fez o mínimo que qualquer pessoa faria diante de uma situação como essa.

"Eu não acho que tenha sido uma grande coisa o que fiz. Só agradeço mesmo a Deus por ter visto a criança e talvez evitado algo pior. Agradeço por ela ter permanecido dentro do ônibus e ter chegado em segurança na casa dos pais dele. Eu só fiz o mínimo", finaliza 

 

 (G1/CE)

Caderno: CEARA
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