Você está em: CEARA // Notícia de Anselmo // 26 de março de 2022


Um estudante de medicina da Universidade Federal do Ceará (UFC) registrou um boletim de ocorrência alegando ter sofrido uma abordagem policial racista e constrangedora nesta quinta-feira (25) em Fortaleza. O caso foi registrado entre a Avenida Duque de Caxias com a Rua Padre Ibiapina, no Centro.

O adolescente negro Diogo Augusto, de 20 anos, relatou em rede social que "ironizado" ao dizer que estuda medicina, mesmo após mostrar os documentos e a identidade estudantil. Ele denuncia um dos policiais por abuso de autoridade.

"Mesmo dizendo várias vezes que estava com documentos da faculdade, mesmo ele tendo visto no meu bolso o cartão do restaurante universitário, continuou a revistar. Mostrei vários documentos, fui revistado, respondi que não tinha antecedentes criminais. Fui liberado, já chorando e saí de perto", relatou, em rede social.

O g1 questionou a Secretaria da Segurança Pública sobre a denúncia de abuso de autoridade por parte do estudante, mas não obteve resposta até a última atualização desta reportagem.

Diogo afirma que iria devolver bicicletas do programa Bicicletar, da Prefeitura de Fortaleza, que permite o uso do transporte gratuito pela primeira hora. Ele acrescenta que estava com pressa em devolver as bicicletas para aproveitar a gratuidade, quando foi abordado por dois policiais.


“Eles estavam parados em um ponto fixo próximo ao cruzamento da Avenida Duque de Caxias com a rua Padre Ibiapina. Eu vinha com as duas bicicletas do Bicicletar na ciclofaixa. Aí os dois policiais perguntaram o que eu ia fazer com as duas bicicletas. Eu expliquei que ia deixar as duas bicicletas na estação já que minha colega não estava bem”, afirmou.



Conforme ele, um dos policiais fazia perguntas "de forma respeitosa"; e outro, de "forma grosseira".


"O policial que me abordou inicialmente continuava tranquilo, fazendo perguntas respeitosamente. Até que eu falei que estava apressado, afinal, a gratuidade do bicicletar só dura uma hora e se estourasse o tempo eu teria que pagar. Daí, o policial que estava com minha carteirinha gritou 'Isso aqui é uma abordagem policial, cidadão".


"Achava que provar que eu era estudante de medicina seria o suficiente para que eu fosse liberado e fosse pra casa. Mas pelo visto, mesmo com a carteirinha, eu não pareço um estudante de medicina", disse.

Abordagem violenta
Diogo Augusto afirma que já havia sido abordado por policiais em outras ocasiões, "mas nada parecido com esse constrangimento". No entanto, ele disse estar nervoso no momento porque amigos dele relataram ter sofrido agressão de policiais.

"Ele passou um tempo olhando para a carteirinha e para mim. Eu estava nervoso, afinal, amigos meus já apanharam feio da PM, sem nada terem feito", disse.


G1 CE

Caderno: CEARA
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