Você está em: NACIONAL // Notícia de Anselmo // 2 de julho de 2022




Reprodução

O desacordo no pagamento de uma comissão milionária teria sido a motivação para um fazendeiro de Rio Verde, no sudoeste de Goiás, mandar matar um corretor de imóveis, amigo de longa data, no mês passado. Conforme a Polícia Civil, que investiga o caso, Wellington Freitas, de 67 anos, mais conhecido como Eltinho, se desentendeu com um produtor rural da região por uma comissão de R$ 8 milhões pela venda de uma propriedade do primeiro, no valor de R$ 200 milhões.


Quatro pessoas devem ser indiciadas por homicídio qualificado pelo crime: o fazendeiro mandante, o executor e dois intermediários na morte por encomenda. O corpo carbonizado foi localizado em uma área rural no dia 20 de junho, já sem vida e com sinais de violência, já que Wellington foi estrangulado antes de ser queimado vivo. Ele ficou 14 horas desaparecido.


Segundo a polícia, o mandante foi preso temporariamente na última quarta-feira (29/6), no município de Montividiu (GO), bem como o intermediário, que negociou o crime com o executor do corretor. Conforme decisão do juiz Ronny Wachtel, os dois também tiveram os passaportes recolhidos, além da suspensão de 120 dias do certificado que autoriza compra legal de armas de fogo e munições.


Investigações


Conforme PCGO, o executor foi preso em Rio Verde, no dia 22 de junho. Ele confessou ter matado o corretor a mando de um fazendeiro. Um outro homem que havia participado do homicídio foi preso no dia anterior, em Iporá (GO), por uma equipe da Polícia Militar.


Durante oitiva, o homem que foi contratado para matar Wellington contou detalhes do crime. Na ocasião, ele disse que trabalhou com o mandante, que o conhecida de longa data e que a ideia de matar a vítima surgiu após uma viagem a Itajá (GO), onde eles haviam cobrado uma dívida juntos.


Pela morte do corretor, o mandante ofereceu R$ 150 mil. Dias depois, o executor recebeu o telefonema do intermediário, dizendo que lhe prestaria todo o suporte necessário para cometer o delito.


No depoimento, o homem informou que foram feitos depósitos, via Pix em sua conta, e todos os detalhes sobre o crime foram passados pelo próprio mandante. O pagamento antecipado, conforme a polícia, totalizou R$ 69,5 mil. O restante seria repassado após a execução.


O crime


De acordo com a polícia, a vítima recebeu uma ligação do homem contratado para matá-la, simulando interesse em comprar uma fazenda. Logo em seguida, eles se encontraram em frente a uma agência bancária de Rio Verde e seguiram para a zona rural.


“No local, ele fez com que a vítima entrasse em um milharal e amarrou seu pescoço. Acreditando que a vítima estava morta, foi para um hotel, onde recebeu ligação telefônica de um intermediário dizendo que ele deveria terminar o serviço”, contou o delegado Adelson Candeo, do Grupo de Investigação de Homicídios de Rio Verde, durante coletiva de imprensa.


Diante disso, o executor voltou ao local do crime, jogou gasolina e ateou fogo no corpo da vítima, que estava inconsciente, mas ainda com vida, sendo morta em razão das queimaduras.


Amigos de longa data


De acordo com a polícia, Eltinho e o mandante de sua morte se conheciam há, pelo menos, 20 anos. Eles podem ser vistos em várias fotos de família, em comemorações, bebendo e conversando. A proximidade os levou a fazerem negócios juntos.


Um dos negócios foi a venda de uma propriedade rural no valor de R$ 200 milhões, que pertencia ao mandante. A comissão da venda, em valor de mercado, giraria em torno de R$ 20 milhões. No entanto, após a conclusão da venda, conforme a polícia, o suspeito não concordou em pagar tal valor e os dois combinaram em reduzir para R$ 8 milhões.


No entanto, nem esse valor o fazendeiro quis pagar ao amigo. Ele informou que pagaria R$ 4 milhões, que descontadas algumas taxas, cairia para R$ 3 milhões. Eltinho não concordou e acionou o amigo na Justiça. No processo, R$ 21 milhões das contas do mandante. “Isso fez com que nascesse uma inimizade onde antes havia uma grande amizade”, disse o delegado Adelson Candeo.


E foi justamente esse desacordo que levou o proprietário rural a encomendar a morte do corretor, conforme a investigação policial.


Além de preso, o mandante do crime foi autuado em flagrante pelo crime de porte ilegal de arma. As armas de fogo que estavam com ele foram apreendidas. As prisões temporárias têm prazo de 30 dias, dentro do qual o inquérito será finalizado.


Metrópoles







Caderno: NACIONAL
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