Você está em: CEARA // Notícia de Fagner Freire // 3 de agosto de 2022

 Peixe-leão é venenoso e pode causar danos inclusive à saúde de pescadores e turistas. — Foto: Reprodução

Dois peixes-leão foram encontrados por um grupo de mergulhadores na Praia da Caponga, em Cascavel, na região metropolitana de Fortaleza, no sábado (30). Os animais foram vistos pela primeira vez no município no Canal do Uruaú, a 30 metros de profundidade.

Segundo o professor Marcelo Soares, do Instituto de Ciências do Mar (Labomar), da Universidade Federal do Ceará (UFC), já foram encontrados mais de 100 exemplares da espécie no litoral do estado desde março deste ano. A presença do peixe-leão preocupa especialistas por se tratar de uma espécie venenosa que ameaça outros animais marinhos.

Entre os municípios que já registraram a presença de exemplares do bicho, estão Acaraú, Beberibe, Cruz, Fortim, Itarema, Jijoca de Jericoacoara, São Gonçalo do Amarante, entre outros. Os animais foram encontrados no mar desde a superfície mais rasa até profundidade de 35 metros.

As fêmeas do animal marinho — que não tem predadores naturais em litoral brasileiro — botam 2 milhões de ovos por ano. A previsão de especialistas é de que, até o fim de 2022, o peixe-leão poderá ser encontrado em todo o Ceará, podendo se alastrar para o resto do Brasil em três anos, o que predispõe adoção de medidas para conter o avanço da espécie no país.

Ações

O Ministério do Meio Ambiente (MMA) comunicou, em nota, que a aparição de duas espécies desses animais, Pterois volitans e Pterois miles, já foi registrada na foz do rio Amazonas, Pará e Amapá, tendo percorrido o litoral nordestino e chegado ao arquipélago de Fernando de Noronha e ao Rio de Janeiro.

Ainda segundo a pasta, o peixe-leão se trata de uma espécie recifal invasora no Oceano Atlântico. Venenoso, o animal é capaz de provocar prejuízos e impactos na biodiversidade e na saúde, sobretudo a pessoas que tentam manuseá-lo sem orientação e capacitação.

Ainda segundo o MMA, é provável que o animal tenha chegado naturalmente por correntes marítimas do Caribe, embora a possibilidade de o surgimento da espécie ter sido provocado por aquaristas amaradores não ter sido descartada.

Dado o surgimento em outros estados, o peixe-leão está entre as prioridades da pasta desde o seu surgimento na costa brasileira. A pasta afirmou estar desenvolvendo um plano nacional de prevenção, controle e monitoramento aplicado ao peixe-leão articulada com outras instituições, "inclusive com o desenvolvimento de protocolos aplicáveis para as atividades locais de alerta, detecção e resposta rápida que assegurem ações eficazes e impeçam o avanço do processo de invasão".

Em paralelo, o MMA e o Instituo Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio) têm promovido "ampla campanha de informação" para conter nova invasão até implementação de novos esforços para controle da espécie. 

 

(G1/CE)

Caderno: CEARA
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