MP deflagra operação contra prefeitura e empresários para investigar contratos milionários

 Dinheiro em espécie foi apreendido na casa de um secretário de Tarrafas, no Ceará. — Foto: MPCE/Reprodução

O atual prefeito, secretários, ex-secretários e empresários de Tarrafas, no Ceará, são investigados pelo Ministério Público estadual (MPCE) por supostas ilicitudes em contratos milionários. O órgão deflagrou uma operação, nesta terça-feira (30, onde cumpriu dez mandados de busca e apreensão.

A operação, que foi batizada de “Tarrafas”, investiga ilicitudes identificadas em contratos de limpeza pública no município. Segundo dados do Tribunal de Contas do Estado, os valores recebidos pela empresa somam mais de R$ 11 milhões. O g1 entrou em contato com a Prefeitura de Tarrafas e diretamente com o prefeito Tertuliano Martins, mas não obteve resposta até a publicação desta matéria.

O MPCE informou que, com o apoio da Polícia Civil, foram cumpridos mandados de busca nas residências do prefeito, de secretários, ex-secretários municipais, e de empresários; bem como na sede da empresa investigada.

Na residência de um secretário municipal (que não teve a identidade repassada), foram apreendidos valores em espécie, aparelhos celulares, computadores e também documentos relacionados aos contratos investigados.

Celulares, computadores e documentos relacionados aos contratos investigados foram apreendidos em Tarrafas, no CE. — Foto: MPCE/Reprodução

Celulares, computadores e documentos relacionados aos contratos investigados foram apreendidos em Tarrafas, no CE. — Foto: MPCE/Reprodução

Durante as investigações realizadas pela Procuradoria de Justiça de Crimes Contra a Administração Pública (Procap), o MPCE alegou que ficou evidente uma conspiração entre gestores públicos e a empresa responsável pela coleta de lixo da cidade.

O órgão disse ainda ter verificado que as licitações eram direcionadas para o referido empreendimento com aditivos indiscriminados e inexistência de fiscalização do quantitativo de material coletado.

As medidas cautelares de busca e apreensão requeridas pelo MPCE foram deferidas pelo Tribunal de Justiça do Ceará (TJCE). O Poder Judiciário determinou ainda o imediato encerramento do contrato da Prefeitura com a empresa investigada e autorizou uma contratação direta por 60 dias até que se realize nova licitação do serviço. 

 

 

(G1/CE)

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