O tigrinho fofinho de Virgínia Fonseca rugiu na CPI das Bets


 


Se você não estava na Lua ou em um retiro espiritual na terça-feira, 13, com certeza o que mais apareceu no seu feed foi o depoimento da influenciadora Virgínia Fonseca na Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) das bets. Independente de ser seguidor ou não da empresária, recortes do depoimento diante dos senadores em Brasília não paravam de surgir - com análises que iam desde sua postura até suas piadas.

Logo na primeira imagem, algo me chamou a atenção. Não sou seguidora da figura, mas tenho uma leve ideia do tipo de conteúdo que a influenciadora posta nas redes sociais. Com certeza, a Virgínia que estava ali no Senado não era, esteticamente, a mesma vista no cotidiano da internet. Por quê?

Virgínia é uma mulher de 26 anos que influencia não apenas com o seu comportamento, mas com a sua imagem. Não à toa, está à frente (entre tantas outras parcerias, vide o motivo da sua presença na CPI) de uma marca de beleza e cuidados com a pele. Segundo a própria, durante seu depoimento, faturou, somente em 2024, R$ 750 milhões. Enfim: linda, magra, sensual e rica.

Porém, a também apresentadora surgiu de cabelo solto, óculos de grau, maquiagem imperceptível, moletom com a foto da filha estampada e um copo da marca Stanley na cor rosa. Quem a viu de relance demorou para reconhecer. Comparar a Virgínia das redes com a Virgínia do Senado mostra o poder de comunicação da roupa.

Em suas postagens, não é necessário rolar muito o feed para compreender a mensagem de mãe de família-trabalhadora-apaixonada pelo marido e com um closet que permite que cada look seja usado uma única vez. Aquela mulher que "venceu na vida" e tem tudo que “manda o figurino”. E como isso é comunicado? Com atitudes, poses e… roupas.

O que foi visto durante o depoimento parece ter saído de um multiverso. Uma jovem que transmite inocência por meio de signos como o popular copo rosa, o moletom largo e os óculos de grau. Uma menina! Tigrinho? Só se for de pelúcia, fofinho e talvez com um zíper e uma alça, para virar uma bolsinha. 


(O Povo)

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