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| Foto: Helene Santos / Governo do Ceará |
Entra em vigor nesta quinta-feira (7) o tarifaço imposto pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, sobre os produtos brasileiros. A medida impõe uma sobretaxa de até 50% sobre milhares de itens importados do Brasil, afetando especialmente setores como o de café, carnes e frutas.
As expectativas sobre as mudanças nas vendas, por si só, já tem tido efeitos sobre as exportações, com os principais impactos devendo ser sentidos a partir de agora, com as taxas entrando em vigor efetivamente.
Tarifaço de Trump para produtos brasileiros começa a veler nesta quinta-feira (7)
Aproximadamente 700 produtos brasileiros ficaram de fora do tarifaço completo e seguirão sujeitos à alíquota anterior de 10%, anunciada por Trump para todos os países do mundo, como “taxa base”. Entre eles estão suco de laranja, aviões civis, energia, fertilizantes, metais preciosos, celulose e componentes aeronáuticos – setores considerados essenciais ou estratégicos para o mercado interno dos Estados Unidos.
Em texto publicado por Trump, ao anunciar as tarifas, o presidente norte-americano atacou a condução da Justiça brasileira sobre o processo em que o ex-presidente Jair Bolsonaro é investigado, por tentativa de golpe de Estado. No texto, Trump exige que a Justiça interrompa o processo, na intenção de livrar o aliado das acusações. Ele ainda criticou decisões do Supremo Tribunal Federal (STF) sobre a atuação das chamadas big techs, as grandes empresas de tecnologia – a maioria originária dos Estados Unidos.
Ceará principal afetado
O Ceará será o principal estado afetado pelas tarifas de 50% impostas pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, aos produtos brasileiros. Isso porque 44,9% de todas as exportações do Ceará vão para o país norte-americano, conforme levantamento feito a partir de dados da Secretaria de Comércio Exterior (Secex), do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (Mdic).
O principal destaque é o segmento de peixes, crustáceos e moluscos – nesse setor, o Brasil exporta 60,8% dos produtos para os Estados Unidos e, do total vendido, 24% vem apenas do Ceará.
No ranking, depois do Ceará (que tem 44,9% das exportações direcionadas aos EUA), também se destacam o Espírito Santo (28,6%), a Paraíba (21,6%), São Paulo (19%), Sergipe (17,1%) e Rio de Janeiro (16,2%). Já os estados com menor proporção de vendas para os Estados Unidos são Roraima (0,3%), Mato Grosso (1,5%), Distrito Federal (2,6%), Tocantins (3%) e Piauí (3%).
Elmano anuncia ações
O governador do Ceará, Elmano de Freitas, fez pronunciamento na última quinta-feira (31) elencando ações para enfrentar os impactos da taxação. “Estou ao lado das nossas empresas e dos nossos produtores, do maior ao mais humilde, para minimizar os impactos nos seus negócios e para que os empregos dos cearenses sejam preservados”, declarou.
Elmano anunciou a realização de encontros individuais com representantes dos setores mais impactados, como pescados, castanha de caju, água de coco, cera, couros e calçados. Como forma de amparo, o governo estadual estuda adquirir parte da produção cearense, principalmente de itens perecíveis como peixes e frutas, para utilização em programas sociais e equipamentos públicos. Outras medidas de apoio econômico também estão sendo avaliadas.
Com informações da Agência Brasil



