Quase 11 mil pessoas atualmente são monitoradas por tornozeleira eletrônica no Ceará. Conforme a Secretaria da Administração Penitenciária (SAP), 10.936 equipamentos estão em funcionamento no Estado. Os principais crimes cometidos por esse grupo são tráfico de drogas, roubo e homicídio.
A estratégia de medida cautelar diversa à prisão que ajuda a desafogar o Sistema Penitenciário é cada vez mais usada. O Diário do Nordeste apurou que em um ano e meio, o número de pessoas com tornozeleira aumentou aproximadamente 20% no Estado.
Assim como o alerta recebido na Central de Monitoramento em Brasília no último fim de semana, quando o ex-presidente Jair Bolsonaro tentou violar o equipamento, no Ceará também há avisos em tempo real quando a medida passa a ser descumprida.
A SAP notificou no ano passado 892 violações de rompimento. Já em 2025, até essa terça-feira (25), o número é de 789 registros. O coordenador da Coordenadoria de Monitoramento Eletrônica de Pessoas (COMEP), Kayrol Garces, explica que "existem resoluções que disciplinam as violações".
"Estar sem sinal, rompimento, desligada ou saída do perímetro (via de regra devia estar no domicílio e sai) são as violações que mais ocorrem. A de rompimento e equipamento desligado gera um prejuízo maior na fiscalização e necessita de uma atuação mais forte"
A Pasta afirma que "a atuação das equipes de fiscalização garantem respostas rápidas e eficazes. Graças a esse monitoramento contínuo, grande parte das violações são prontamente restabelecidas, retornando a higidez da fiscalização, evitando evasões e reforçando a segurança do sistema".



