"Calanguinho" preso por chefiar quadrilha de furto de Hilux no CE


 



Francisco Hélio Forte Viana Filho, conhecido como “Calanguinho”, foi preso no bairro Parangaba, em Fortaleza, no último sábado (27). Ele é apontado pela Polícia Civil como chefe de um grupo criminoso que furtava caminhonetes de luxo, como Hilux e SW4, para vendê-las ou trocá-las por drogas em países como Paraguai e Bolívia.

O suspeito tem 29 anos e antecedentes criminais por tráfico de drogas, fraude processual e receptação. O grupo criminoso, do qual ele seria chefe, integra a facção Comando Vermelho. O advogado Taian Lima, que representa a defesa de Francisco Hélio, confirmou que ele estava foragido por dois processos, mas argumentou que não há provas suficientes para condenação (veja a nota na íntegra abaixo).

A prisão ocorreu após uma abordagem de rotina da Polícia Militar, na Avenida 1º de Janeiro, no bairro Parangaba. O suspeito, que estava anteriormente foragido no Rio de Janeiro, tentou fugir após reagir à abordagem, mas foi capturado após perseguição.

A Polícia Civil do Ceará, por meio da Delegacia de Roubos e Furtos de Veículos (DRFV), identificou que o grupo atuava principalmente no Ceará, na capital e região metropolitana, furtando caminhonetes de luxo para vendê-las ou trocá-las por drogas no Paraguai e na Bolívia. A quadrilha também tinha forte atuação no Distrito Federal.

Nota de Taian Lima, advogado da defesa de Francisco Hélio

"De fato, o nosso constituinte estava foragido por conta de 02 mandados de prisão preventiva em seu desfavor. O primeiro, expedido pela justiça alencarina, estando a ação penal está em grau de recurso, oportunidade em que pleiteamos a absolvição por insuficiência de provas.

A apelação deverá ser julgada em 2026. O segundo, decorrente da Operação “Sakichi”, deflagrada pela Polícia Civil do Distrito Federal, tendo sido encerrada a instrução criminal e atualmente em fase de memoriais (de acusação e defesa).

Em ambos os processos a defesa técnica entende que não foram produzidas provas suficientes para sustentar uma condenação. Não há sequer um único liame entre Hélio e a suposta quadrilha especializada em furtos de caminhonetes e luxo."



(g1)

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