Crise na Venezuela: filas para comprar comida em meio à incerteza

 Venezuelana relata incertezas políticas e dificuldades para adquirir suprimentos após ataque dos Estados Unidos — Foto: Arquivo pessoal

Em meio a incertezas políticas após o ataque em grande escala dos Estados Unidos à Venezuela na madrugada deste sábado (3), venezuelanos fazem fila em supermercados em cidades do país para comprar produtos e estocar. Sofia Salazar, que morou em Fortaleza por seis anos e retornou à Venezuela em dezembro de 2025, conta como reagiu ao saber do ataque e como está o clima entre seus familiares e amigos.

"Fomos acordados com uma ligação de um familiar e informados que a Venezuela estava sendo atacada na capital. Porém, o estado em que moramos é distante, então por aqui ainda está tranquilo. Esperamos que não tenha ataque nesta região. A única coisa que está acontecendo por aqui é que as pessoas estão saindo para comprar alimentos porque não sabemos se vai faltar, não sabemos o que pode acontecer nos próximos dias. A gente já saiu para comprar alimentação e coisas de higiene", diz a venezuelana.

A jovem venezuelana mora no estado de Monagas. Segundo Sofia, as filas nos supermercados estão enormes e o clima é de tensão e insegurança. Durante o ataque, moradores relataram uma série de explosões em Caracas, a capital, e foram ouvidos também estrondos e barulho de aeronaves em diferentes bairros.

Venezuelana relata incertezas políticas e dificuldades para adquirir suprimentos após ataque dos Estados Unidos 

Um vídeo gravado por ela mostra a fila formada por dezenas de pessoas na frente de um estabelecimento (veja abaixo). "Faz toda essa volta para poder entrar. Eles mandam entrar uma quantidade de pessoas para outras saírem. Lá dentro está lotado na parte dos caixas. Tem gente indo para a padaria comprar pão porque não sabemos se amanhã a padaria vai abrir", relata a jovem.

"O povo venezuelano está bastante preocupado", diz jovem após ataque dos EUA ao seu país

O governo da Venezuela afirmou que o país foi alvo de uma “agressão militar” dos Estados Unidos. Em comunicado, disse que ataques ocorreram em Caracas e nos estados de Miranda, Aragua e La Guaira.

 

G1 

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