Transmitida pela picada de mosquitos comuns em áreas urbanas e litorâneas, a dirofilariose — conhecida como doença do verme do coração — representa uma ameaça grave à saúde de cães e gatos. Silenciosa nas fases iniciais, a enfermidade pode evoluir rapidamente e causar danos irreversíveis ao coração e aos pulmões dos pets, alerta o médico-veterinário Edilberto Martinez.
Entenda a dirofilariose
- O que é: doença causada pelo parasita Dirofilaria immitis, que se instala no coração e nos vasos pulmonares dos pets.
- Como se transmite: pela picada de mosquitos infectados, como Aedes, Culex e Anopheles.
- Principais riscos: insuficiência cardíaca, hipertensão pulmonar e morte súbita.
- Prevenção: uso contínuo de medicamentos preventivos e controle do mosquito.
A doença e o ciclo de transmissão
A dirofilariose é provocada por um verme nematódeo que depende do mosquito para completar seu ciclo de vida. Segundo Edilberto Martinez, o inseto se infecta ao picar um animal doente e, após o desenvolvimento das larvas em seu organismo, transmite o parasita a um pet saudável em uma nova picada.
Dentro do animal, as larvas migram pelo corpo até se alojarem no coração e na artéria pulmonar, onde atingem a fase adulta em cerca de seis meses. Os vermes podem chegar a até 30 centímetros de comprimento. A doença não é transmitida diretamente entre animais — o mosquito é sempre o intermediário.
Impacto direto no coração
A presença dos vermes no sistema cardiovascular provoca obstrução do fluxo sanguíneo e sobrecarga do coração. “O órgão passa a trabalhar com esforço excessivo, o que pode levar à insuficiência cardíaca”, explica Martinez.
Além disso, os parasitas causam inflamação intensa nas artérias pulmonares, aumentando a pressão nos pulmões. Em gatos, mesmo poucos vermes podem desencadear reações graves e fatais, devido à sensibilidade do sistema respiratório felino.
Sinais clínicos exigem atenção
Nos cães, a fase inicial costuma ser assintomática. Com a progressão da doença, surgem tosse persistente, cansaço fácil, perda de peso e apatia. Em quadros graves, o animal pode apresentar dificuldade respiratória, desmaios e acúmulo de líquido no abdômen.
Em gatos, os sinais são mais sutis ou repentinos, como vômitos, crises respiratórias semelhantes à asma, letargia intensa e, em casos extremos, morte súbita.
Diagnóstico precoce salva vidas
O diagnóstico combina avaliação clínica, testes sanguíneos específicos e exames de imagem, como raio-X e ecocardiograma. Detectar a doença precocemente é decisivo para reduzir riscos. “Quanto mais avançada a dirofilariose, maiores os danos ao coração e mais complexo e perigoso se torna o tratamento”, destaca o veterinário.
(Metropoles)



