Homem é morto com requintes de crueldade após passar por “tribunal do crime” em Fortaleza

 Um homem foi morto com requintes de crueldade, após passar por um chamado “tribunal do crime” em um terreno localizado na favela do Sossego, no bairro Quintino Cunha, em Fortaleza. O crime mobilizou equipes do motopatrulhamento do 18º Batalhão da Polícia Militar do Ceará (PMCE), que isolaram a área para os procedimentos periciais.

Homem é morto com requintes de crueldade após passar por “tribunal do crime” em Fortaleza
Foto: Reprodução

O corpo da vítima foi encontrado em um matagal de difícil acesso, em uma área dominada por organizações criminosas. No local, os moradores se depararam com uma cena considerada macabra. A polícia constatou que o corpo estava parcialmente desmembrado, com ausência de um dos pés e de uma das mãos, além de um profundo corte na região da cabeça, que quase resultou em decapitação da vítima.

A vítima foi identificada como Antônio Cosmo, de 34 anos. Conforme os levantamentos iniciais, ele teria sido retirado de dentro de casa à força e levado até o terreno onde ocorreu a sessão do tribunal do crime. A investigação aponta que o homem foi brutalmente agredido no local, principalmente com pedradas, antes de ter o corpo arrastado e abandonado no matagal.

Pedras usadas no ataque foram encontradas espalhadas pelo cenário da ocorrência, indicando que os golpes atingiram principalmente a cabeça e outras partes do corpo da vítima. Há indícios de que os autores pretendiam lançar o cadáver no rio Maranguapinho, que deságua no rio Ceará, mas acabaram desistindo e abandonaram o corpo no ponto onde foi localizado.

Informações repassadas à equipe de reportagem da TV Cidade Fortaleza por pessoas que conheciam Antônio Cosmo indicam que ele era usuário de drogas e costumava frequentar bares e circular pelas ruas do bairro Quintino Cunha. Ele teria sido acusado de cometer um crime sexual, especificamente um estupro, motivação que pode ter levado à execução. No entanto, pessoas próximas à vítima demonstraram descrédito em relação a essa acusação e relataram que ele trabalhava e morava na região há cerca de um ano, levantando também a possibilidade de que dívidas ou conflitos locais tenham contribuído para o crime.

O local foi escolhido de forma estratégica pelos criminosos, por se tratar de uma área sem residências próximas e com pouca movimentação, o que dificultaria a presença de testemunhas e a identificação dos envolvidos. A área permaneceu preservada até a chegada do Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), que ficará responsável pela investigação do caso, apurando as circunstâncias, a motivação e a autoria da execução.


(GC+)

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