Médico preso por assédio sexual pode ter outras vítimas, diz MP

 

 Médico e ex-professor universitário é preso suspeito de assediar sexualmente aluna no Ceará. — Foto: Redes sociais/Reprodução

O Ministério Público do Ceará (MPCE) afirmou que há indícios de que o médico e ex-professor universitário Yuri Portela, preso nesta quinta-feira (29) em Quixadá, no interior do Ceará, possa estar envolvido em casos de assédios contra outras vítimas, além do caso que motivou a prisão preventiva. As investigações seguem em andamento e o processo tramita em segredo de Justiça.

Yuri Portela é suspeito de assédio sexual e violência psicológica contra uma aluna de uma faculdade particular do município, onde lecionava. Segundo o MP, a ordem de prisão considerou indícios de que o investigado teria utilizado a posição de docente para constranger a estudante a manter relações de cunho sexual, oferecendo vantagens acadêmicas, como acesso a avaliações e pontos em trabalhos.

(CORREÇÃO: O g1 errou ao afirmar que o médico foi preso suspeito de abusar sexualmente de uma aluna no Ceará. Na verdade, ele foi preso suspeito de assediar sexualmente a aluna. A informação foi corrigida às 15h40 deste sábado, 31 de janeiro).

Médico e ex-professor universitário é preso suspeito de assediar sexualmente aluna no Ceará.

Em nota, a defesa do médico afirmou que a decisão judicial se baseia “essencialmente, em trechos isolados de conversas virtuais, cuja leitura foi realizada de forma descontextualizada”. Os advogados também sustentam que a prisão preventiva seria “desnecessária e desproporcional”, alegando “ausência de contemporaneidade”, já que os fatos investigados teriam ocorrido há vários meses.

De acordo com o Ministério Público, além do caso inicialmente apurado, há “indícios de outras condutas possivelmente criminosas e de outras vítimas”, o que levou à continuidade das investigações até a completa elucidação dos fatos.

O órgão ressaltou ainda que a prisão preventiva foi decretada não apenas pela gravidade das denúncias, mas também para garantir a ordem pública, preservar o andamento das apurações e evitar novas abordagens ou possíveis intimidações à vítima.

Como denunciar

O Ministério Público orientou que pessoas que tenham informações sobre o caso ou sobre situações semelhantes procurem a Promotoria de Justiça responsável para agendar atendimento. A unidade fica localizada na Avenida Jesus Maria José, nº 31, no bairro Jardim dos Monólitos, em Quixadá.

g1

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