A Organização das Nações Unidas (ONU) disse,
nesta terça-feira (6), durante entrevista coletiva, que a ação militar
dos Estados Unidos (EUA) na Venezuela “torna o mundo menos seguro”. A
declaração foi feita por Ravina Shamdasani, porta-voz do Alto
Comissariado da ONU para os Direitos Humanos.

Shamdasani rejeitou as justificativas norte-americanas para a invasão do território venezuelano, apesar do “longo e deplorável histórico de violações dos direitos humanos do governo local”.
Para a porta-voz, a responsabilização por violações dos direitos humanos não pode ser feita por meio de uma intervenção militar unilateral que fere a lei internacional”.
Shamdasani afirma também que a ação dos Estados Unidos “está longe de ser uma vitória dos direitos humanos” e afeta a soberania da Venezuela, bem como a Carta das Nações Unidas”. Além disso, causa danos à "arquitetura da segurança internacional".
A porta-voz declarou ainda que a ação militar “viola o princípio fundamental da lei, que diz que os Estados Unidos não podem ameaçar ou usar a força contra a integridade territorial ou contra a independência política de nenhum outro Estado”.
Ataque
Os Estados Unidos invadiram Caracas, capital da Venezuela, no sábado (3), e sequestraram o presidente Nicolás Maduro e sua mulher Cilia Flores. O casal foi capturado e levado para Nova York.
Nesta segunda-feira (5) houve uma audiência de custódia, onde o ex-presidente venezuelano afirmou ser inocente de todas as acusações feitas pelo governo de Donald Trump.
A vice-presidente Delcy Rodríguez tomou posse nesta segunda como presidente da Venezuela.
(Agência Brasil)


