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Rafael, de 32 anos, trabalhava como desenvolvedor de softwares, foi para as Filipinas em 2023 para conhecer pessoalmente uma mulher com quem mantinha um relacionamento virtual há seis anos. Em 2024, eles se casaram e planejavam retornar juntos para Fortaleza em outubro de 2025. No entanto, em julho do ano passado, Rafael sofreu um AVC, mudando completamente os planos do casal.
De acordo com a família, Rafael teve um AVC isquêmico de grande extensão, afetando toda a parte motora. O estado de saúde dele ficou crítico. Segundo a família, ele não conseguiu atendimento no serviço público das Filipinas, que atende apenas cidadãos locais. Desde então, os familiares se desdobram para arcar com todas as despesas médicas necessárias.
Rafael, que tem 32 anos, sofreu um AVC enquanto se preparava para voltar ao Brasil.
Rafael está em internação domiciliar na casa onde mora com a esposa. O pai dele também foi para as Filipinas para tentar trazê-lo de volta ao Brasil, onde poderia receber tratamentos mais específicos. No entanto, os custos são elevados - a família gasta cerca de R$ 26 mil mensais para manter a internação domiciliar. O tratamento e a permanência dele nas Filipinas são mantidos por doações.
Volta para casa
Atualmente, Rafael está com as funções vitais estabilizadas e tem autorização para voltar ao Brasil, mas, devido à gravidade do quadro, não pode viajar em voo comercial. Ele precisa de uma UTI móvel para enfrentar a longa viagem de quase 40 horas.
O orçamento mais recente para o transporte de Rafael em um voo com UTI móvel ultrapassa 375 mil dólares, o que equivale a R$ 1,9 milhão. O procedimento inclui o transporte do paciente, em ambulância, até o avião especializado, e ao chegar no destino o transporte, também em ambulância, até o local de internação.
Desde que ele recebeu a autorização para viajar, a família tem realizado uma mobilização para trazê-lo de volta ao Ceará. Os familiares iniciaram uma campanha de arrecadação em dezembro de 2025. Quem quiser contribuir pode acessar o site Volta Rafael, onde estão detalhados os orçamentos e as finalidades das doações.
Família busca voo de UTI aérea de R$ 1,9 milhão para trazer jovem cientista de volta ao Brasil
O que diz o governo
O pai de Rafael acompanha o tratamento nas Filipinas e relatou que buscou ajuda da Embaixada do Brasil. Apesar das tentativas, a embaixada informou que não pode ajudar financeiramente. Em nota, a Embaixada do Brasil em Manila afirmou que não há base legal para custear a repatriação médica, e a família segue contando com a solidariedade para trazer Rafael de volta ao país.
Em nota, a Embaixada do Brasil em Manila (capital das Filipinas) disse que "embora compreensível a situação de vulnerabilidade enfrentada pela família, não há base legal que permita ao Estado brasileiro custear ou viabilizar financeiramente operações de repatriação médica ou transporte aero médico de cidadãos no exterior".
Já o Ministério das Relações Exteriores informou que "em caso de hospitalização de brasileiros no exterior, a atuação consular do Estado brasileiro é subsidiária e complementar à da família, não havendo previsão legal para o custeio de despesas médicas".
O órgão ministerial disse ainda que repatriação custeada pelo Estado pode acontecer apenas em classe econômica. No entanto, por sua condição de saúde, Rafael precisa de uma UTI Aérea para voltar.
Família gasta mais de R$ 20 mil por mês para manter Rafael Félix internado nas Filipinas após AVC
G1


