Gato-do-mato pode se juntar ao boto-cinza e se tornar Patrimônio Natural de Fortaleza

 

Foto: Reprodução / Ascom PMCE.   




O gato-do-mato da espécie Leopardus tigrinus, que tem a região da Sabiaguaba e florestas do entorno como habitat, deve se tornar um Patrimônio Natural do Município de Fortaleza, graças a um projeto de lei aprovado pela Câmara Municipal nesta terça-feira (3). 

A proposta, de autoria do vereador Gabriel Aguiar (Psol), também prevê que o Dia do Gato-do-Mato seja comemorado anualmente em 7 de junho, em referência à data que, em 2019, foram captadas imagens da espécie pela primeira vez na cidade.

Ao que prevê o texto, o Poder Público Municipal e toda a coletividade deverão promover a proteção da espécie, a divulgação em publicações promocionais de turismo do status de Patrimônio Natural conferido aos animais, a articulação com entidades científicas e conservacionistas, além do monitoramento ambiental da região de ocorrência dos gatos-do-mato.

Por fim, a redação da matéria estabelece que o Poder Executivo, na regulamentação da lei, deverá, juntamente com instituições locais que estudam a espécie, definir ações necessárias à proteção e preservação da espécie.

Na justificativa do projeto, Gabriel Aguiar ressaltou que a espécie que poderá se tornar Patrimônio Natural de Fortaleza pode desaparecer e foi classificada pelo ICMBio no Livro Vermelho da Fauna Brasileira Ameaçada de Extinção como “em perigo”.

Segundo o parlamentar, “estima-se que nos próximos anos ocorrerá um declínio de pelo menos 10% das populações, principalmente devido à perda e à fragmentação de habitat”.

Boto-cinza já é um Patrimônio Natural

Desde 2012, outro animal é considerado Patrimônio Natural de Fortaleza, o boto-cinza da espécie Sotalia guianensis, que fazem da Enseada do Mucuripe seu habitat. Se o projeto de lei aprovado nesta terça-feira for sancionado, o gato-do-mato se juntará ao animal aquático.

O Dia do Boto-Cinza Sotalia guianensis é comemorado na cidade em 8 de junho, mesma data em que se celebra o Dia Mundial dos Oceanos.

A partir do reconhecimento desse cetáceo, o Poder Público ficou obrigado, assim como toda a coletividade, a promover a proteção dos botos-cinza, a divulgação em publicações promocionais de turismo, a articulação com entidades científicas e conservacionistas, bem como o monitoramento ambiental.



(Diário do Nordeste)

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