Chuvas no Ceará em fevereiro de 2026 superam média histórica e ficam 41% acima do normal

Chuvas no Ceará em fevereiro de 2026 superam média histórica e ficam 41% acima do normal
Foto: Reprodução/Antônio Deujaci
 



As chuvas de fevereiro de 2026 no Ceará ficaram acima da normalidade e encerraram o primeiro mês da quadra chuvosa com volume 41% superior à média histórica. Dados preliminares da Fundação Cearense de Meteorologia e Recursos Hídricos apontam acumulado médio de 171 milímetros no Estado, resultado influenciado por sistemas atmosféricos típicos do período.

De acordo com a gerente de Meteorologia da Funceme, Meiry Sakamoto, a principal influência foi a atuação de vórtices ciclônicos de altos níveis ao longo do mês. “As chuvas acumuladas em fevereiro foram ocasionadas, principalmente, pela atuação de vórtices ciclônicos de altos níveis ao longo do mês. Apesar disso, houve irregularidade espacial e temporal na distribuição das precipitações, o que é uma característica comum no semiárido”, explicou.

Mesmo com o resultado acima da média, a distribuição das precipitações ocorreu de forma desigual entre as regiões, cenário considerado comum no semiárido nordestino.

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As macrorregiões do Cariri e da Ibiapaba concentraram os maiores volumes do mês. O Cariri registrou 271,5 milímetros, enquanto a Ibiapaba alcançou 222,7 milímetros. Ambas ficaram acima da normal climatológica para fevereiro.

Segundo Sakamoto, o posicionamento dos sistemas atmosféricos favoreceu diretamente essas áreas. “O posicionamento dos VCANs, com sua borda sobre a porção sul do estado, favoreceu a formação das nuvens de chuva, especialmente sobre o Cariri. Já na Ibiapaba, além da topografia, o deslocamento de áreas de instabilidade formadas no Piauí contribuiu para as precipitações”, detalhou.

Prognóstico para o trimestre segue inalterado

Apesar do desempenho positivo em fevereiro, a Funceme reforçou que o cenário não altera o prognóstico climático divulgado em janeiro para o trimestre fevereiro, março e abril.

“O prognóstico não se refere a um mês isolado, mas ao acumulado do período. Além disso, no semiárido nordestino é comum que, mesmo dentro de cenários menos otimistas, ocorram períodos com chuvas mais expressivas devido à irregularidade típica das precipitações”, destacou a gerente.



(GC+)

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